
Artur Jorge vai regressar ao futebol brasileiro pela mão do Cruzeiro e houve direito ao pagamento parcial da cláusula milionária pelo clube mineiro. De acordo com informações do jornalista argentino César Luis Merlo, através do portal UOL, o Cruzeiro vai poder contar com o ex-Botafogo para o Brasileirão.
Para que isso pudesse acontecer, o clube de Belo Horizonte teve de desembolsar uma quantia rondando os dois milhões de euros (cerca de R$ milhões), que foi significativamente abaixo do valor da cláusula fixada no contrato do treinador com o Al Rayyan, que estava avaliada em cerca de 4,76 milhões de euros (R$ 30 milhões).
Segundo a mesma fonte, os advogados de ambas as partes já estão trabalhando na formalização do acordo e já se fala em um contrato para Artur Jorge assinar até ao final de dezembro de 2027, com a viagem para o Brasil sendo esperada nos próximos dias para assumir o comando técnico do Cruzeiro.
O plano geral do clube de Minas Gerais não é propriamente muito convidativo, já que se encontram na último posição da tabela do campeonato brasileiro, com apenas três pontos em sete jogos disputados, com um saldo de oito gols marcados e outros 16 tentos sofridos, depois de terem alcançado, na temporada passada, um extraordinário terceiro lugar na tabela.
A situação que se vive atualmente no Médio Oriente poderá ter tido algum peso na tomada de decisão de Artur Jorge, que recentemente já recusou a abordagem de outro clube brasileiro, o Vasco da Gama, onde trabalha o português Nuno Moreira.
Este regresso ao Brasil representa muito mais que uma simples transferência do treinador português a um país onde já treinou, uma vez que já conseguiu ser muito feliz no Brasileirão.
Ao serviço do Botafogo, onde passou apenas um ano, em 2025, o ex-treinador do Sporting de Braga não deixou passar quase ninguém no que toca a troféus conquistados.
Na sua ‘estadia’ no Rio de Janeiro, Artur Jorge conquistou o campeonato brasileiro, assim como a Taça Libertadores, naquela que foi uma dobradinha histórica para o clube, uma vez que representou a primeira Libertadores da história do clube, que só tinha vencido a Taça CONMEBOL em termos continentais.
Foi também a segunda vez que o Botafogo levantou o troféu do Brasileirão, com a conquista a surgir quase 30 anos depois do título inaugural em 1995.


