
Cauê Levy Nascimento, de 11 anos de idade, portador de paralisia cerebral, encontrou na prática do futebol uma nova perspectiva de vida.
O atleta que treina no Estádio Ismael Benigno (Colina), faz parte do Programa Esporte e Lazer na Capital e Interior (Pelci), coordenado pela Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel), que já alcançou cerca de 15 mil crianças e jovens em todo o Amazonas.
Sob a orientação do treinador Fábio Gomes, professor do Pelci na Colina, Cauê Levy melhorou seu reflexo e resistência, mas também se tornou um exemplo para outros alunos, inspirando-os a superar limites. Recentemente, ele se destacou na Copa Pelci, contribuindo significativamente para o desempenho de sua equipe.

Especialista em educação física inclusiva especial, o professor Douglas Gomes, do Pelci, ressalta a importância da prática esportiva integrada.
“A prática de atividade física inclusiva, na modalidade futebol, enfatiza principalmente a parte motora, cognitiva, o equilíbrio e lateralidade, além de promover a socialização”, comentou.
O especialista orienta ainda aos pais de crianças com deficiência que, ao procurarem o Pelci, devem comparecer com o laudo médico antes de iniciar qualquer prática esportiva. Essa medida garante que a equipe técnica do Programa avalie e integre o novo atleta de forma segura e eficaz.
Atualmente, o Pelci conta com 62 núcleos, 35 na capital e 27 núcleos no interior do estado, divididos em sete polos, nas cidades de Manaus, Tabatinga, São Gabriel da Cachoeira, Humaitá, Codajás, Envira e Fonte Boa.


