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Autódromo internacional de Brasília é reaberto, após 12 anos

O Autódromo Internacional de Brasília foi oficialmente reinaugurado nesta quinta-feira (27), em cerimônia organizada pelo Governo do Distrito Federal. O local estava fechado desde 2014 para reformas e retorna ao calendário esportivo com pista e infraestrutura modernizadas. O evento marca o início de uma nova fase para um dos espaços esportivos mais simbólicos da capital e antecede a penúltima etapa da Stock Car 2025, que acontece no próximo domingo (30).

O autódromo, inaugurado em 1974 e agora totalmente modernizado, passou pela primeira grande reforma estrutural, parte de um projeto dividido em três etapas e que prevê investimentos totais de R$ 100 milhões. Na primeira fase, foram investidos R$ 60 milhões e incluiu a modernização completa da pista, novo pavimento, áreas de segurança e intervenções de drenagem e terraplanagem.  O circuito se torna o maior em extensão do país.

A reinauguração do Autódromo Internacional de Brasília contou com a presença de autoridades locais, representantes da Confederação Brasileira de Automobilismo e pilotos da Stock Car.

Renato Constantino, presidente da Federação Brasiliense de Automobilismo, destacou que o Autódromo Nelson Piquet é simbólico para a cidade. Ele explicou que há mais de 50 corridas programadas para o local e que os fins de semana serão movimentados com provas durante o ano. “Stock Car, Fórmula Truck, Moto Velocidade… Brasília agora ganha mais movimento.”

O presidente explicou que muitas pessoas estavam ansiosas por essa abertura. “Nós sofremos um pouco, perdemos um pouco de pilotos de turismo, mas conseguimos fortalecer o kart, o drift. A gente vai ter mais uma pista de kart, sendo que essa pista é uma pista com homologação FIA, então a gente já pode sonhar em trazer a Copa do Brasil, brasileiro, quem sabe o Mundial”, disse.

Constantino ressaltou que já recebeu pedidos de filiação de mais de 50 pilotos que estavam sem correr e que demonstraram interesse em voltar às pistas no autódromo. Sobre competições futuras, ele deixou em aberto a possibilidade de receber a MotoGP e outros esportes a motor.

Giovanni Guerra, presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, relembrou os elogios feitos por Max Verstappen, que aprovou a pista e elogiou o local. “Este é um local que fará a diferença, pois é o maior autódromo do Brasil em termos de comprimento e é extremamente equilibrado, tanto para o lado direito quanto para o esquerdo. Ele tem características únicas dentro de uma cidade fantástica, com todo esse ecossistema em volta, incluindo hotéis, mobilidade e acessibilidade”, completou.

Questionado sobre a possibilidade de sediar campeonatos internacionais, Guerra se mostrou animado com o futuro. “Essa é a minha obrigação. O campeonato Centro-Oeste – Goiânia, Brasília e Cuiabá – não tem parâmetro; só fora, na Europa. É evidente que podemos trazer mais eventos. O que era para ser dividido agora soma, pois, se conseguirmos trazer uma Fórmula Indy ou uma etapa da NASCAR americana, por que não fazer com que ela saia daqui e corra em Goiânia, com custos reduzidos, e de Goiânia vá para Cuiabá? Uma viagem, três etapas, e todo mundo fica feliz. É dessa forma que estamos trabalhando”, disse.

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