Unidade fluvial baseada na Calha do Solimões bate recorde em apreensão de drogas e crimes ambientais

Em pouco mais de seis meses de operações desde que foi lançada para patrulhar os rios do Amazonas, a Base Fluvial Arpão já a unidade já apreendeu mais de quatro toneladas de drogas, pescado ilegal e cargas irregulares que contabilizam R$ 71,9 milhões de prejuízo ao crime organizado no estado.
A base tem uma população de mergulhadores do Corpo de Bombeiros, policia civis e militares, agentes federais e do Ibama e cães farejadores e atualmente está patrulhando a região do Medio Solimões, com base na cidade de Coari.
A unidade também dispõe lanchas rápidas blindadas com policiais do Grupo Fera e de Operações Especiais da PM, além de cães farejadores no combate aos crimes ambientais e a pirataria no Rio Solimões e de seus afluentes.
Apreensões
Quase 40 toneladas de pescado ilegal e carne de caça proibida já foram apreendidas, além de madeira e cargas de minérios extraídos de forma irregular e o transporte de animais vivos, protegidos por lei por estarem ameaçados de extinção. Até agora, já foram aplicados R$ 145 mil em multas por crimes ambientais identificados.

Prisões
Em seis meses, foram mais de 140 prisões predominantemente ligadas ao tráfico de drogas, a roubos e aos crimes ambientais. Pelo menos duas quadrilhas dos chamados “piratas dos rios” foram desarticuladas.
Cinquenta e nove armas foram retiradas das mãos de criminosos nas mais de 1,3 mil operações de fiscalização realizadas às embarcações e nas incursões em comunidades ribeirinhas e no município de Coari.

“A Base Arpão está baseada em uma região estratégica para nós, onde, anos atrás, uma turista estrangeira foi atacada e morta por piratas. O trabalho policial naquela área veio acabar com isso, levando mais segurança para todas as comunidades e fechando o cerco na chamada rota do Solimões, usada pelos narcotraficantes para transporte de carregamentos de drogas”, explica o secretário de Segurança, Louismar Bonates.
Balanço
De agosto de 2020 a 13 de março de 2021
Embarcações revistadas: 1.302
Dinheiro apreendido: R$ 225.872,00
Drogas apreendidas: 4 toneladas de entorpecentes
Pescado ilegal e carne de caça: 39.8 toneladas
Animais apreendidos: 132
Munições apreendidas: 473
Armas apreendidas: 59
Multas crimes ambientais: R$ 145 mil
Pessoas presas em flagrante: 141
Embarcações apreendidas: 8
Veículos apreendidos: 7
Celulares apreendidos: 35
Prejuízo estimado ao crime: R$ 71.993.680
Base Arpão
A Base Arpão foi inaugurada e entrou em operação em agosto de 2020. Com investimento de R$ 17,5 milhões nos próximos quatro anos, o projeto é uma parceria entre a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do Programa Vigia e da Operação “Hórus”.
Inicialmente, foi lançada em Iranduba, mas sua missão tem etapas previstas para atuar nos municípios de Coari, Parintins, Santo Antônio do Içá, São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga e Tefé.
Ao lançar a nova estrutura, em parceria com o Governo Federal, o governador Wilson Lima afirmou que a repressão ao crime nos rios amazonenses ganharia em robustez, dando ao efetivo da segurança pública melhores condições de combate.

Naquela ocasião, o governo estadual também colocou em operação no Solimões a primeira frota de lanchas blindadas e velozes destinadas às interceptações de traficantes – um investimento da ordem de R$ 7,6 milhões, com recursos do Prodecap.
Operacional – De 30 em 30 dias, uma nova turma de agentes é embacada para missões na base, que tem ainda um ambulatório de saúde com médicos, dentistas e enfermeiros.


