Instituição vai arcar com 100% dos estudos para as florestas na Amazônia, com investimentos de até R$ 30 milhões, para atrair mais projetos estaduais.

Projetos de concessão florestal da Gleba João Bento, que fica entre os Estados do Amazonas e Rondônia, com 55.872 hectares em desmatamento acumulado e, na Floresta Nacional de Bom Futuro, em Rondônia, com 17 mil hectares em desmatamento, assinados nesta sexta-feira (3), são os primeiros para a restauração de área degradada com a obtenção de receitas a partir da venda do crédito de carbono ou dos produtos florestais gerados a partir do reflorestamento.
O Acordo de Cooperação Técnica foi assinado entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e convênio com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Presente ao ato de assinatura, o diretor de Planejamento e Estruturação de Projetos do BNDES, Nelson Barbosa, adiantou que a instituição vai celebrar novas parcerias com o Amazonas e o Pará para a concessão de florestas, além de ampliar o apoio financeiro aos Estados da região que desenvolvam projetos de concessão florestal.
Barbosa disse ainda, que BNDES vai arcar com 100% dos estudos para as florestas na Amazônia, com investimentos de até R$ 30 milhões, para atrair mais projetos estaduais.
“Vamos disponibilizar para o governo e para as populações das áreas, qual o resultado dos estudos, quais são os investimentos, qual a receita, quantos empregos serão gerados e qual é a rentabilidade e a atratividade para quem vai investir”, explicou.
O Serviço Florestal Brasileiro pretende conceder mais de 2,9 milhões de hectares até 2026, tendo em vista, segundo o diretor-geral da instituição, Garo Batmanian, o interesse do setor privado de investir na restauração ecológica, restauração produtiva para recompor florestas, podendo vender crédito carbono e outros ativos.
Atualmente, BNDES já tem, em andamento com o SFB, estudos que totalizam cerca de 9 milhões de hectares na Amazônia.
Em 2024, quatro áreas já serão objeto de consulta pública e lançamento de edital para concessão: Floresta Nacional do Bom Futuro (RO), Gleba Castanho (AM), Floresta Nacional do Iquiri (AM) e Floresta Nacional do Jatuarana (AM).
Também presente no ato solene, a ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, declarou que o uso correto da floresta voltado para a biodiversidade e aos sistemas de produção ajuda na reversão dos fatores que causam a mudança do clima.
“E, com certeza, fazer restauração significa a gente dar uma dupla ou uma tripla contribuição. É a contribuição que nós vamos sequestrar carbono, é a contribuição porque nós vamos estabelecer formas inovadoras de manejo, é a contribuição que a gente vai gerar emprego e renda”, disse.
O acordo foi assinado na sede do Ministério do Meio Ambiente, em Brasília.


