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Boletim alerta que cheia deste ano está dentro da média no Amazonas

A Superintendência Regional do Serviço Geológico do Brasil (SGB) anunciou, nesta terça-feira (31), que Manaus teve ter cheia dentro da média, mas o período de vazante pode chegar ao patamar “severo”, de acordo com o 1º Alerta de Cheias do Amazonas 2026.

A previsão da média para o nível do Rio Negro na Capital do Amazonas é de 28,3 metros durante o processo de cheia neste ano. O índice está entre a cota de inundação, 27,5 metros; e a de inundação severa, 29 metros. Apesar da localização do medidor, o gerente de hidrologia do SBG, André Luís dos Santos, disse que este é um comportamento natural e que não há grandes tendências de que haja elevação intensa do nível da água como em anos anteriores.

“A cota de inundação, em Manaus, é uma cota baixa, em linguagem popular, 27,5 metros. É muito recorrente que um pico de enchente ocorra e supere essa cota, mas ela já traz transtornos para algumas regiões da capital”, disse.

A preocupação do SBG neste período é com  o processo de vazante. Isso acontece por causa da diminuição da ocorrência de chuva nas regiões de cabeceira e o fim do pico de cheia em áreas com grande contribuição para o nível do rio na capital do Amazonas. Com esse cenário existe a possibilidade de que Manaus passe por um evento de estiagem e seca severa.

“A climatologia aponta déficit de chuva e se ele trouxer intensidade de descida conforme vimos em eventos extremos; a gente olhando para Tabatinga tem que estar atento. Isso porque pode ser que tenhamos níveis baixos para aquela região e isso reflete em toda a bacia”, disse André.

Os levantamentos do Instituto de Pesquisas da Amazônia (INPA) diz que observam uma situação de “atenção” para o segundo semestre de 2026 quanto a ocorrência de chuvas. Nos próximos três meses o nível de precipitação vai se manter dentro da normalidade, muito disso baseado nos acúmulos do primeiro trimestre. Porém, quando a segunda metade do ano chegar, o cenário muda.

“A gente tem uma condição de atenção neste momento, para as condições que vão evoluir no oceano e isso deverá influenciar a chuva no meio do ano em direção ao segundo semestre. A nossa preocupação é que isso possa causar, mais tarde, uma deficiência de chuva mais agravada”, comentou Rento Senna, pesquisador do INPA.

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