
O presidente Jair Bolsonaro, o Ministro da Economia, Paulo Guedes e um grupo de empresários da indústria, estiveram agora cedo em audiência no STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília. Bolsonaro, Guedes e o grupo de empresários foram caminhando do Palácio do Alvorada até à sede do STF, causando uma aglomeração de jornalistas, seguranças e simpatizantes do presidente. O grupo foi recebido pelo Ministro do Supremo, Dias Toffoli.
ECONOMIA EM COLAPSO – Na pauta, a discussão da situação da economia do país, por conta da pandemia do coronavírus e o isolamento social, defendido pelos órgão e autoridades da saúde. Paulo Guedes e o presidente afirmaram que a economia está em colapso e pediram ao ministro Dias Tóffoli para que considerassem o retorno das atividades econômicas no País. Durante o encontro, o presidente voltou a afirmar que a economia é vida e que foi dele a ideia de levar os empresários até o STF.
“A vinda dos empresários, que eu sugeri, é vir com o mesmo ideal: o Brasil voltar ao normal. A questão do emprego e economia também é vida”. Bolsonaro ainda fez uma comparação da situação do país com a situação na Venezuela. “Apesar de ser um país rico, o povo vive na miséria. Nós temos que tomar decisão. Acabei de assinar, la na presidência, um acréscimo no decreto das atividades essenciais. A preocupação de desse grupo de empresários é não colapsar a economia”, disse o presidente.
Já o Ministro Paulo Guedes falou em era preciso preservar os sinais vitais do Brasil. ” A preservação dos empregos e os programas de auxílio emergencial são fundamentais. Precisamos preservar os sinais vitais da economia brasileira. Qual é a duração desse efeito, não sabemos. Mais um ou dois meses protegendo a renda das pessoas, mas talvez a gente entre em colapso antes”.
O ministro Dias Tóffoli sugeriu que os empresários criassem um gabinete de crise com o Executivo para discutir a situação com os governos e municípios. Toffoli ressaltou que as medidas tomadas no país para a conter o avanço da Covid-19 estão sendo bem conduzidas. “Se formos olhar o dia 11 de março, quando a OMS declarou pandemia mundial, o país conseguiu conduzir muito bem a situação”, afirmou o ministro.


