
A Assembleia Legislativa de Goiânia realizou, na noite de sexta-feira (18), cerimônia em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele recebeu o título de Cidadão Honorário Goiano.
“Se aquela facada tivesse sido fatal, a esquerda estaria à frente do Executivo federal de 2019 a 2022. Com o que estamos vivendo nos últimos 8 meses, o Brasil não teria mais recuperação”, afirmou Bolsonaro em discurso.
Ele ainda comentou sobre as próximas eleições presidenciais, mas deixou mistério: “Precisamos trabalhar nas próximas eleições para que possamos, sim, ter candidatos bastante competitivos. Quem será esse candidato? O tempo dirá”, finalizou.
Os parlamentares apoiadores também prestaram homenagem, enquanto o público gritava “mito”, xingava a imprensa, e pedia a volta do ex-presidente.
“Bolsonaro não é uma coisa que você derruba com uma suposta inelegibilidade. Ele é um sentimento”, afirmou o deputado estadual Fred Rodrigues (DC-GO).
Já o amigo que o recebeu em almoço, senador Wilder Morais, declarou: “Foi o presidente que mais veio a Goiás na história”. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União-GO), reforçou as ideias alinhadas entre eles e criticou a reforma tributária do governo Lula.
Na saída do evento, um pequeno grupo de manifestantes marcava presença em frente à assembleia. Letícia Scalabrini, 24 anos, estudante e representante da União Nacional dos Estudantes (UNE), afirma que a manifestação silenciosa pretende mostrar que “essa escolha não representa o nosso povo”, e que a homenagem à Bolsonaro é de uma assembleia “arcaica, que vem colaborando com Bolsonaro e os seus crimes”.


