
Deixando a prudência de lado e contrariando orientação das autoridades de saúde de se manter em isolamento até o próximo teste para o diagnóstico de coronavírus daqui a seis dias, o presidente Jair Bolsonaro foi às ruas de Brasília e passeio pela manifestação contra a corrupção no Congresso na Esplanada dos Ministérios.
O presidente foi ao Palácio do Planalto para acenar para seus apoiadores. Sob gritos de “Bolsonaro, estamos com você” e “O povo está do seu lado”, o presidente ficou diante do Planalto onde gravou uma live para o Facebook . Ele cumprimentou manifestantes com o punho fechado e chegou a fazer selfies com celulares de algumas pessoas.
Durante a transmissão, Bolsonaro disse que a manifestação não é contra o Congresso. Reafirmou que “isso não tem preço (referindo-se aos gritos de apoio). Se trabalharmos pelo Brasil um ano a gente decola. Estamos todos no mesmo barco, “, afirmou ele. Populares que estavam no local xingaram o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Alguns apoiadores usaram máscaras para prevenir contaminação por coronavírus. Uma apoiadora usava uma máscara nas cores da bandeira do Brasil. Nas redes sociais, o presidente manifestou apoio aos atos realizados neste domingo em várias cidades do país.
Mais cedo, Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada, onde estaria em condição de isolamento devido ao contato com pessoas infectadas por coronavírus, e saiu em um comboio oficial até a Esplanada dos Ministérios, onde se concentra a manifestação realizada na capital federal. O presidente não desceu do veículo, mas parou rapidamente ao lado de um carro de som da manifestação.
Na sexta, após o primeiro teste de Bolsonaro para o coronavírus ter dado negativo, o Planalto informou que o presidente faria um segundo exame em sete dias. Este segundo exame está previsto no protocolo da Operação Regresso, do Ministério da Saúde, que prevê a segunda verificação e uma terceira, em 14 dias. Nesse período, Bolsonaro deveria ficar em isolamento. O próprio presidente alegou antes que não poderia cumprimentar as pessoas por segurança.
O secretário de Comunicação de Bolsonaro, Fabio Wajngarten; o encarregado de negócios da Embaixada do Brasil em Washington, Nelson Forster; o senador Nelson Trad (PSD-MS) e a advogada de Bolsonaro, Karina Kufa, tiveram resultados positivos para o coronavírus. Todos fizeram parte da comitiva de Bolsonaro em sua viagem aos EUA, de 7 a 11 de março.


