
O Brasil entra em campo hoje na Copa do Mundo do Catar, às 15h (horário de Manaus) com o time reserva contra a seleção dos Camarões, para consolidar sua liderança no Grupo G e manter a invencibilidade.
Presente em todas as edições de Copas do Mundo, o Brasil jamais perdeu para adversários africanos e. pretende manter a escrita. O treinador Tite escolheu manter os titulares descansados para a partida da próxima segunda-feira (5) contra Portugal, Gana, Coreia do Sul ou Uruguai pelas oitavas de final.
Depois de usar 19 dos 26 convocados até a segunda rodada, o treinador colocará em campo cinco dos sete jogadores que aguardam pela estreia. Faltarão apenas Weverton e Éverton Ribeiro.
Ederson será o primeiro goleiro reserva utilizado desde Rogério Ceni, nos minutos finais da goleada por 4 x 1 contra o Japão na última rodada da fase de grupos de 2006, na Alemanha. À época, assumiu as traves durante o jogo no lugar de Dida. O último suplente a iniciar a partida foi Walter, substituto de Batatais em 1938, na França.
Por sinal, aquela foi a última vez em que o Brasil encerrou a primeira fase da Copa com 100% de aproveitamento. Em 2010, empatou com Portugal. Quatro anos depois, não saiu do 0 x 0 com o México. Na edição passada, tropeçou na Suíça na estreia por 1 x 1. Após vencer os sérvios e suíços, Tite buscará alternativas contra Camarões em uma espécie de prova final para saber com quem exatamente poderá contar a partir do mata-mata.
O risco de perder a invencibilidade para os africanos é calculado. “Só posso mensurar quantos atletas posso utilizar em sequência com eles produzindo em campo. É uma oportunidade de alto nível para eles competirem. É um risco? Sim, mas uma oportunidade para mostrarem toda sua qualidade”, valoriza Tite.
Rodrygo é o principal alvo. O jogador do Real Madrid virou definitivamente uma alternativa a Neymar se o camisa 10 não se recuperar até segunda-feira. Foi dele o passe para o gol do volante Casemiro na vitória contra a Suíça pela penúltima rodada. “O campo fala, a bola fala”, disse Tite.
A pendência pode ter a ver com o adversário nas oitavas. Na pior das hipóteses, a Seleção pode ter pela frente adversários tradicionais como Portugal ou Uruguai. Na melhor, Gana ou Coreia do Sul, contra os quais o Brasil jogou neste ciclo para a Copa do Mundo. Um duelo com Cristiano Ronaldo do outro lado ou clássico sul-americano podem antecipar etapas.


