Portal Você Online

Bruno e Dom: negado habeas corpus por ‘perigo de fuga’

O juiz Lincoln Rossi da Silva Viguini, da Justiça Federal do Amazonas, alegou “grande perigo de fuga” ao manter na cadeia Ruben Dario da Silva Villar, o “Colômbia”, e Amarildo Costa de Oliveira, o “Pelado”, investigados por envolvimento nas mortes do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, em junho de 2022. A decisão foi assinada no dia 20 de março.

“A prisão é essencial para a garantia da aplicação da lei penal no caso, haja vista o grande perigo de fuga, tendo em vista que os investigados possuem relações comerciais com Colômbia e Peru e fácil acesso a esses países”, diz a decisão.

Colômbia e Pelado estão presos por suspeita de integrarem um grupo armado que realizava a pesca ilegal na terra indígena Vale do Javari, no extremo oeste do Amazonas.

Segundo a Polícia Federal, o grupo atuava contra aqueles que tentassem atrapalhar o esquema. Foi o caso de Dom e Bruno, que se dedicavam à defesa da preservação ambiental e na garantia dos direitos indígenas.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo era liderado por Colômbia, que financiava as atividades ilegais e que ameaçava e mandava autoridades que atuassem contra os interesses dele.

“[Colômbia] aparenta liderar uma associação criminosa que pratica no Vale do Javari, possivelmente inclusive em terra indígena situada nessa região, pesca ilegal de peixe, principalmente de pirarucu e tracajá, inclusive durante a época de defeso e é acusado, inclusive, de ameaçar e mandar matar autoridades que agem contrariamente a seus interesses”, diz a decisão.

Ainda de acordo com a polícia, as mortes de Bruno e Dom foram ordenadas por Colômbia e executadas por Pelado e Jefferson da Silva Lima, o “Pelado da Dinha”. Eles confessaram ter cometido o crime. Eles e outros cinco foram denunciados por destruir e ocultar os corpos das vítimas.

Ao manter Colômbia preso, o juiz lembrou que ele “já demonstrou o ânimo de ludibriar o poder público ao se apresentar à Polícia se apresentando com documentação falsa”.

Colômbia foi preso em flagrante ao apresentar documento falso aos policiais quando compareceu, em julho de 2022, à delegacia da PF para ‘negar envolvimento’ com o assassinato de Bruno e Dom.

“MANTENHO a prisão preventiva de 1) Rubens Villar Coelho/ RUBEN DARIO DA SILVA VILLAR “Colômbia” e 2) Amarildo Costa de Oliveira (…) tendo em vista a ausência de mudança fática ou jurídica que justifique eventual revogação”, diz a decisão.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *