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Campanha nacional de vacinação contra a gripe começa neste sábado

A campanha nacional de imunização contra a gripe começa neste sábado (28), data em que também será realizado o Dia D de mobilização no país pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Os imunizantes estarão disponíveis nos postos de saúde das regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. A imunização na região Norte ocorrerá no segundo semestre do ano, por causa da sazonalidade da doença.

Neste primeiro momento, pode receber o imunizante apenas o público prioritário, composto por crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos e profissionais de saúde, grupos que apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença. Os estados também podem definir critérios próprios para atender outros grupos, como professores, durante a campanha, que será finalizada no dia 30 de maio.

Em 2025, a cobertura vacinal contra a gripe no Brasil ficou muito abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Dados parciais indicam adesão em torno de 40% entre os grupos prioritários, sem que nenhum estado tenha atingido o objetivo. O país fechou o ano com 59 milhões de doses aplicadas.

Para ampliar o alcance da campanha, o governo federal vai enviar 10 milhões de mensagens por aplicativos de comunicação até esta quinta-feira (26). Estados e municípios também foram orientados pelo Ministério da Saúde a intensificar as ações desde o início da ação, com busca ativa para chegar mais rápido aos grupos prioritários.

Segundo a pasta, mais de 15 milhões de doses do imunizante foram enviadas aos estados até esta quinta-feira (26). As doses são atualizadas para proteger contra as novas cepas do vírus influenza que circulam neste ano.

Quem já tomou a vacina antes precisará receber apenas uma dose, para atualizar a proteção. Já crianças que recebem o imunizante pela primeira vez devem tomar duas, com intervalo de um mês entre uma e outra.

A diferença no calendário entre as regiões do país tem explicação técnica, afirma Rita Madeiros, professora de infectologia e virologia da UFPA (Universidade Federal do Pará) e integrante do comitê de vírus respiratórios da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia). Isso porque a circulação do vírus da gripe no Norte do país acontece mais cedo em comparação com outras regiões.

“Na região Norte, o vírus começa a circular mais precocemente. Neste ano, por exemplo, já tivemos casos em fevereiro. Por isso, vacinar no fim de março ou início de abril não é adequado para nós, porque, em geral, os surtos já passaram nesse período”, explica.

Assim, a imunização realizada no fim do ano passado, por exemplo, teve como objetivo proteger a população entre dezembro de 2025 e maio de 2026. “Quando tivemos o surto neste ano, a população já estava vacinada com a campanha anterior”, diz.

“Na região Norte, a estratégia ocorre no segundo semestre, antes do período de maior circulação do vírus, que coincide com o ‘inverno amazônico’ no fim do ano, época mais chuvosa e com aumento das síndromes respiratórias”, diz o Ministério da Saúde em nota.

Nas demais regiões do país, a lógica é diferente. A campanha que começa agora busca antecipar a proteção para o período de maior circulação do vírus, que ocorre principalmente entre maio e junho.

“A partir de agora, o vírus já começa a circular em alguns estados, mas é entre maio e junho que há um aumento mais significativo da transmissão nessas regiões”, explica.

Dados preliminares de 2026 mostram que foram notificados 14,3 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (Srag) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre esses casos, 28,1% foram causados por influenza.

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