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Careca do INSS teria pago Lulinha por empresa em Portugal

Edson Claro acusou o filho mais velho do presidente Lula (PT) de ter recebido ‘mesada mensal’ de Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Ele relatou que os repasses a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como, Lulinha, teriam sido feitos em Portugal, por meio de uma empresa de maconha medicinal. No meio do ano passado, Lulinha viajou para Lisboa junto de Roberta Luchsinger, uma lobista que atuava para o Careca.

A World Cannabis tem sede em Brasília e pertence ao Careca do INSS e ao filho dele. O lobista está preso desde setembro, acusado de intermediar o pagamento de propina de associações de aposentados a dirigentes do Instituto Nacional de Seguro Social no esquema bilionário de descontos indevidos em milhões de aposentadorias.

Claro disse a Policia Federal que não teria provas dos supostos repasses a Lulinha. Em seus relatos, ele afirma que não conhecia o filho do presidente Lula, mas teve relação com Roberta Luchsinger, herdeira de um banco suíço ligada ao PT que teria atuado junto com o Careca do INSS para fazer lobby por uma empresa de saúde.

Roberta teria recebido diversos presentes de Antunes, incluindo até roupas para cachorro. Ela seria um elo entre o lobista e o filho do presidente Lula. Neta do falecido ex-banqueiro suíço Peter Paul Arnold Luchsinger, Roberta ganhou visibilidade ao prometer uma doação de R$ 500 mil a Lula, quando o presidente foi alvo de bloqueio bancário na Operação Lava Jato. O depoimento de Edson Claro sobre as suposta mesada para Lulinha teria chegado à CPMI do INSS.

Claro atua na área de medicamentos há décadas e teria pedido demissão da World Cannabis após a Operação Sem Desconto, deflagrada pela PF em 23 de abril contra as fraudes no INSS. Depois disso, teria se encontrado outras vezes com o lobista para tentar reaver bens que estavam com ele.

Lulinha mudou-se para Madri, na Espanha, em meados deste ano, e não se manifestou sobre o tema até o momento. Na última quinta-feira (4), a CPMI do INSS rejeitou a convocação do filho mais velho do presidente Lula. Por 19 votos favoráveis e 12 votos contrários, a comissão impediu o depoimento de Lulinha.

O requerimento foi apresentado por parlamentares do partido Novo, que aponta indícios de conexão entre operadores da Farra do INSS com o filho do presidente Lula.

O caso citado envolve Ricardo Bimbo, dirigente do PT, que teria recebido mais de R$ 8,4 milhões de uma empresa supeita de participação no esquema e, no mesmo período, pagou um boleto ao contador de Lulinha.

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