
Fazendas foram invadidas neste fim de semana no oeste de São Paulo pelo grupo Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) que chamou o ato de “Carnaval Vermelho”. Cidades como Presidente Prudente, Marabá Paulista, Sandovalina, Presidente Venceslau e Rosana também tiveram fazendas ocupadas pelo grupo sem-terra.
O objetivo do FNL é invadir propriedades para reivindicar a destinação das áreas para a implantação de assentamentos da reforma agrária.
Em nota, o movimento social também fala em exigir terra, trabalho, moradia e educação. Ainda de acordo com o grupo, eles estão ocupando “terras que já foram reconhecidas como públicas pela Justiça, porém ainda permanecem abandonadas sem cumprir seu uso social”.
Pelo menos 1 mil famílias participaram da ação e algumas propriedades, a polícia foi chamada.
Na cidade de Rosana, os manifestantes tentaram invadir a Fazenda São Francisco, mas os proprietários conseguiram tirar o grupo do local antes da chegada da polícia.
REAÇÃO
A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) manifestou-se contra a invasão de fazendas promovida pelo grupo sem terra Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL). No sábado 16, mil famílias da FNL iniciaram o ato “Carnaval Vermelho”, atualmente concentrado nas cidades de Marabá Paulista, Sandovalina, Presidente Venceslau e Rosana, e atacaram produtores rurais.
O ajuntamento diz reivindicar a destinação das áreas para estabelecer assentamentos da reforma agrária para trabalhadores sem terra.
“Exigimos respeito com a classe dos produtores rurais e solicitamos que as instituições federais e estaduais envolvidas tratem o caso de acordo com o que a lei determina”, disse a ABCZ, em nota divulgada um dia depois das invasões.
“Que o Judiciário cumpra o papel de assegurar o direito da propriedade privada, garantida na Constituição, tratando os fatos com agilidade.”
No documento, a ABCZ pediu ao governo que restabeleça “a paz no campo”. “A ABCZ, instituição centenária que representa a pecuária zebuína nacional, condena os crimes cometidos contra o agronegócio e banalização que vem ocorrendo nas discussões sobre o direito de propriedade”, concluiu.
Leia a íntegra da nota contra grupo sem terra
“A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) manifesta publicamente repúdio às invasões registradas no oeste paulista, nos últimos dias.
As ações premeditadas do movimento ‘Carnaval Vermelho’ vão contra a lei de regularização de terras.
Exigimos respeito com a classe dos produtores rurais e solicitamos que as instituições federais e estaduais envolvidas tratem o caso de acordo com o que a lei determina. Que o Judiciário cumpra o papel de assegurar o direito da propriedade privada, garantida na Constituição, tratando os fatos com agilidade.
Aos governos, bem como o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, requeremos que tomem providências e adotem medidas severas que restabeleçam a ordem e a paz no campo.
A ABCZ, instituição centenária que representa a pecuária zebuína nacional, condena os crimes cometidos contra o agronegócio e banalização que vem ocorrendo nas discussões sobre o direito de propriedade.
O Brasil, terceiro maior produtor de alimentos do planeta, só conseguirá reverter a imagem equivocada de seus sistemas de produção, quando apresentar políticas públicas eficazes de incentivo aos produtores, acesso à tecnologia e garantia de segurança, punindo de forma exemplar quem instiga, coordena e participa de invasões.
Nossa solidariedade aos reais trabalhadores que tiveram suas propriedades invadidas”.


