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Casares solicita acesso a inquérito sobre camarote no São Paulo

Mesmo sem ser citado diretamente no áudio que deu origem à investigação e sem figurar como investigado, o presidente do São Paulo, Julio Casares, solicitou acesso ao inquérito que apura um possível esquema de venda de camarote clandestino no estádio do clube. O pedido foi protocolado na terça-feira.

Os inquéritos são distintos, mas ambos tramitam no Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) e estão sob responsabilidade do delegado Tiago Fernando Correia. Casares é representado nos procedimentos pelos advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine.

Segundo a defesa, a iniciativa tem como objetivo demonstrar, de forma rápida, que o presidente não teve envolvimento nem conhecimento dos fatos investigados no caso dos camarotes.

A apuração tem como personagem central Mara Casares, diretora licenciada do São Paulo e ex-esposa de Julio Casares. Ela aparece em um áudio ao lado de Douglas Schwartzmann, então diretor adjunto das categorias de base, em conversa com uma terceira pessoa identificada como Adriana Prado.

No diálogo, Adriana afirma ter alugado, por intermédio de Mara, um espaço no estádio Morumbis para comercializá-lo como camarote. Os interlocutores utilizam o termo “clandestino” ao se referirem ao local e demonstram preocupação com a possibilidade de o caso se tornar público. O espaço mencionado fica próximo à sala da presidência.

Mara Casares também é citada na investigação que analisou movimentações financeiras da família Casares. No período apurado, Julio Casares quitou 104 boletos bancários em nome da ex-esposa.

Mara Casares e Douglas Schwartzmann foram afastados de suas funções e respondem a uma sindicância interna no clube. Já Julio Casares terá um pedido de impeachment analisado pelo Conselho Deliberativo do São Paulo no dia 14 de janeiro.

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