
Caso de poliomielite no Peru acendeu alerta para vacinação no Amazonas nesta semana, por conta da proximidade de fronteira com o país, as autoridades de saúde brasileiras pedem atenção para imunização.
A intenção é reforçar a cobertura vacinal contra a doença, que atualmente está em 76,9% no estado amazonense.
Um estudo da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) foi usado para orientar as instruções do governo do Amazonas frente ao combate e a investigação de casos de Paralisia Flácida Aguda (PFA), sintoma sugestivo para poliomielite.
De acordo com a OPAS, o vírus da poliomielite derivado da vacina tipo 1 no Peru, país pertencente à Tríplice Fronteira que inclui também Brasil e Colômbia. Esse poliovírus surgiu após as baixas coberturas vacinais nos três paises.
Baixas coberturas
Com isso, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP/AM) alerta que os esforços são voltados a evitar o risco de reintrodução do poliovírus selvagem.
As autoridades de saúde do Amazonas alertam que a imunização deve ser intensificada em todo o Amazonas, para alcançar as metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde (MS) para a vacinação contra a poliomielite que é de 95%.
As baixas coberturas vacinais contra poliomielite no Amazonas seguem em anos anteriores: 67,7% (2021), 68,2% (2020) e 83,2% (2019).
Os dados foram consolidados pela FVS-RCP com base no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI) do Ministério da Saúde.
Prevenção
A vacinação é a principal medida de prevenção da poliomielite. O esquema vacinal consiste em três doses de vacina inativada poliomielite (VIP), aos 2, 4 e 6 meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses.
O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias. Devem ainda ser administradas duas doses de reforço, a primeira aos 15 meses e a segunda aos 4 anos de idade.
Serviço
A vacina contra a poliomielite está disponível em 171 unidades da Semsa, cujos endereços estão listados no link bit.ly/salasdevacinamanaus.


