Gil Romero é condenado a 63 anos, enquanto José Nílson foi condenado a 17 anos e 8 meses – foram quase seis dias de julgamento.

Réu pelo assassinato de Débora da Silva Alves e do bebê dela ainda em gestação, Gil Romero Machado Batista, de 44 anos, foi condenado a 63 anos, 7 meses e 19 dias de prisão pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus. O julgamento durou cinco dias e terminou na madrugada desta segunda-feira (1º).
Também réu no homicídio, José Nílson Azevedo da Silva foi condenado a 17 anos e 8 meses de prisão. A sentença foi por homicídio qualificado e proferida pelo juiz Fábio Alfaia. Devido à complexidade do caso e ao grande número de depoimentos, os trabalhos só foram encerrados nas primeiras horas desta segunda-feira.
Débora Alves da Silva foi assassinada no dia 29 de julho de 2023. Ela tinha 18 anos na época e estava grávida de oito meses. Débora foi morta asfixiada, teve o corpo queimado pelos réus e enterrado. Os restos mortais foram encontrados no dia 3 de agosto.
Ele retirou o bebê da barriga da vítima com uma faca. A criança estava morta, mas foi colocada dentro de um saco que foi amarrado com ferros e jogado no Rio Negro.
Gil Romero matou Débora para não assumir a paternidade do filho dela. Ele foi preso no dia 9 de agosto de 2023 em Curuá, no Pará, para onde havia fugido na época.
A Polícia Civil apurou que Débora da Silva Alves desapareceu no dia 29 de julho quando foi ao encontro de Gil Romero para juntos comprarem o berço do bebê. Débora foi encontrada na manhã do dia 3 de agosto, morta e carbonizada, em um área de mata no bairro Mauazinho, em Manaus.
No mesmo dia a polícia prendeu José Nilson Azevedo da Silva. Ele era colega de trabalho de Gil Romero.
À polícia, José Nilton relatou que no dia do crime, Gil Romero chegou ao terreno onde os dois eram vigilantes com a vítima dentro de um carro, já desacordada. Depois, segundo a polícia, os dois atearam fogo no corpo dela dentro de um camburão. Em seguida, o corpo foi jogado na área de mata.


