
A 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus ouviu nesta terça-feira (14), em audiência de instrução da Ação Penal os envolvendos na morte de Débora da Silva Alves, uma jovem grávida de oito meses, em agosto deste ano. Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva que estão presos preventivamente foram os últimos interrogados .
Agora, ele e outro acusado devem aguardar a decisão se serão submetidos a júri popular.
De acordo com a Justiça, a defesa de Gil Romero havia prometido apresentar uma testemunha, mas não obteve êxito. Com isso, o interrogatório dos acusados aconteceu durante o dia, já que as testemunhas de acusação foram todas ouvidas no primeiro dia de audiência.
O juiz de direito James Oliveira dos Santos presidiu a audiência, enquanto o promotor de justiça Leonardo Tupinambá representou o Ministério Público do Estado do Amazonas.
A assistência legal foi prestada pela advogada Goreth Rubim, e os acusados foram representados por Vilson Benayon e a defensora pública Ellen Cristine Alves de Melo.
O juiz iniciou o interrogatório de José Nilson, que optou por permanecer em silêncio. Em seguida, questionou Gil Romero Machado, que escolheu responder apenas às perguntas do seu advogado de defesa.
Ambos os acusados participaram da audiência por videoconferência a partir do Centro de Detenção Provisória (CDPM 1), onde estão detidos.
Próximas etapas

Depois dos interrogatórios, houve pedido da defesa para novas diligências junto à Polícia Civil do Amazonas. Após cumpridas as diligências requeridas, o Juízo abrirá prazo para a apresentação dos memoriais (por parte da acusação e da defesa) e, posteriormente, sairá a decisão se os acusados serão submetidos a júri popular.
O crime
Débora da Silva Alves, de 18 anos, estava grávida de oito meses, e foi encontrada morta na manhã do dia 3 de agosto, em uma área de mata localizada no Mauazinho, Zona Leste de Manaus.
A mulher foi queimada e teve os pés cortados. A jovem também tinha um pano no pescoço o que, segundo a polícia, indica que ela foi asfixiada.
De acordo com o delegado Ricardo Cunha, a vítima desapareceu no dia 29 de julho deste ano, quando saiu de casa para encontrar o suspeito, que lhe entregaria dinheiro para comprar o berço da criança.
O corpo dela foi encontrado depois que a polícia prendeu José Nilson, suspeito de participação no crime. O homem era colega de trabalho de Gil Romero.
Após as investigações apontarem a participação de Gil Romero, o homem foi considerado foragido. As polícias Civil do Amazonas e Pará identificaram que ele estava escondido no Pará, e montaram uma operação.
O suspeito foi preso na noite do dia 8 de agosto, em Curuá, no Pará. Na tarde do dia seguinte, 9 de agosto, o suspeito foi transferido para Manaus, e prestou depoimento, pela primeira vez, sobre o crime.
Inicialmente, Gil Romero disse que o bebê foi queimado junto com a mãe, ainda na barriga. No segundo depoimento, ele disse que retirou a criança da barriga da mãe, já morta, e jogou o corpo no rio.


