
Monique Medeiros da Costa e Silva, ré pela morte do filho, Henry Borel, de 4 anos, acaba de ganhar liberdade. Ela deixou o presídio Santo Expedito, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, por volta das 21h desta terça-feira (5).
Na decisão de hoje, a juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal, determinou que Monique seja monitorada por tornozeleira eletrônica e fique em local diferente dos usados antes, com o novo endereço permanecendo “em sigilo e acautelado em cartório”.
Ela tem agora cinco dias para ir até a Coordenação de Monitoramento Eletrônico para instalar a tornozeleira eletrônica.
Ela estava atrás das grades há praticamente um ano, desde 8 abril do ano passado, quando também foi preso o ex-vereador Jairo Santos Souza Júnior, o doutor Jairinho, padrasto da criança. Jairinho, porém, continuará preso.
O Ministério Público informou que irá recorrer da liberdade concedida a Monique, enquanto Leniel Borel, pai do menino, considerou a decisão “inacreditável”.
Ao determinar a soltura da mãe de Henry, a magistrada pontuou que, até então, avaliou-se que “a manutenção da prisão em instituição estatal era o meio adequado de se prevenirem reações exacerbadas e incivilizadas contra a requerente, incompatíveis com o Estado de Direito”.
Contudo, segundo a juíza, “multiplicaram-se as notícias de ameaças e violação do sossego” de Monique dentro do ambiente carcerário. Ainda que essas denúncias “não tenham sido comprovadas, ganharam o fórum das discussões públicas na imprensa e nas mídias sociais, recrudescendo, ainda mais, as campanhas de ódio contra ela dirigidas”, acrescentou Machado Louro.


