A nova unidade deverá gerar cerca de 300 empregos diretos e indiretos e reforça o polo industrial amazonense.

A chinesa Kaifa, fornecedora de medidores inteligentes, vai investir cerca de R$ 200 milhões na implantação de uma fábrica na ZFM (Zona Franca de Manaus). O projeto deve gerar aproximadamente 300 empregos diretos e indiretos no PIM (Polo Industrial de Manaus). As informações foram divulgadas pelo jornal ‘O Estado de S.Paulo’ nesta segunda-feira (5).
Atraída a Manaus pelos incentivos fiscais da ZFM, a companhia fornecerá hidrômetros inteligentes para a Sabesp, concessionária de água e esgoto que atende centenas de cidades paulistas, e também projeta atender outros países da América Latina, ampliando seus negócios e fortalecendo sua posição global no segmento.
O investimento ocorre após a concessionária anunciar parceria de R$ 3,8 bilhões com a Vivo para implementação de 4,4 milhões de equipamentos de medição inteligente de água nas cidades de São Paulo e São José dos Campos. Nesse acordo, a Vivo será responsável pela conectividade e operação do sistema.
Com os hidrômetros inteligentes, a concessionária poderá acompanhar diariamente o consumo, emitir alertas sobre vazamentos internos, detectar tentativas de fraudes e realizar a leitura remota, sem que funcionários precisem ir ao local.
O que muda com hidrômetros inteligentes e tecnologia IoT
O contrato prevê a substituição de medidores convencionais por equipamentos totalmente conectados, com tecnologia IoT (internet das coisas).
Na prática, os novos hidrômetros permitem acompanhamento diário do consumo, o que muda a relação do cliente com a própria conta de água.
Entre as funções destacadas estão alertas sobre vazamentos internos, detecção de tentativas de fraude e leitura remota, eliminando a necessidade de acesso do leiturista ao imóvel.
Para a Sabesp, o pacote combina ganho operacional com mais visibilidade sobre consumo e irregularidades.
Eficiência, receita e consumo consciente: o que a Sabesp espera ganhar
Na ocasião do anúncio do contrato, o CFO da Sabesp, Daniel Szlak, afirmou que a tecnologia tende a trazer ganhos de eficiência e um impacto positivo na receita.
Ainda assim, ele apontou um benefício considerado central: o estímulo ao consumo consciente.


