
Cidades do Amazonas enfrentam uma seca fora de época justamente no período em que os rios deveriam estar em fase de cheia. O fenômeno, considerado incomum para esta época do ano, já impacta comunidades do Alto Solimões e compromete a navegação em portos estratégicos do interior do estado.
Em Tabatinga, a cerca de 1.100 quilômetros de Manaus, navios estão impedidos de atracar no porto devido ao baixo nível do rio. As embarcações precisam ancorar em áreas mais distantes, onde ainda há lâmina d’água. Moradores que dependem do transporte fluvial utilizam uma ponte que, em condições normais, estaria submersa.
A situação se repete em Coari, a aproximadamente 360 quilômetros da capital. Na cidade, a área portuária secou, dificultando o embarque e desembarque de pessoas e mercadorias.
Tradicionalmente, o período de cheia na Amazônia ocorre entre dezembro e junho, durante o chamado inverno amazônico. No entanto, especialistas apontam que temperaturas acima da média e a baixa umidade do ar têm prejudicado a formação de chuvas nas cabeceiras dos rios, contribuindo para o cenário de estiagem antecipada.
O período de cheia na Amazônia costuma ocorrer entre dezembro e junho, durante o chamado inverno amazônico. Mas, segundo especialistas, temperaturas acima da média e baixa umidade estão dificultando a formação de chuvas nas cabeceiras dos rios.
A falta de chuvas no Alto Solimões já impacta Manaus. O Rio Negro, que nesta época costuma subir cerca de 10 centímetros por dia, atualmente registra apenas 1 centímetro de elevação diária.
A previsão é que as chuvas cheguem nos próximos dias e ajudem a mudar o cenário para quem depende dos rios.


