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Com terreno doado pela prefeitura de Manaus; Amazonas ganha centro de pesquisa do Exército

Ministério da Defesa formaliza a criação do Instituto de Pesquisas e Inovação do Exército (Ipeam) em Manaus para fomentar inovação e ciência.

A Amazônia deu um passo definitivo rumo à independência tecnológica nesta sexta-feira (23 ). Em solenidade no Centro de Coordenação Geral do Sistema de Proteção da Amazônia, em Brasília, foi formalizado o acordo que viabiliza o Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia (Ipeam).

A parceria entre o Instituto Militar de Engenharia (IME) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) é vista como um divisor de águas para a ciência aplicada à proteção da floresta e ao progresso regional.

O acordo terá uma vigência de 60 meses, com a possibilidade de ser prorrogado após esse período.

O documento estabelece a não transferência de recursos financeiros entre os órgãos, cabendo a cada instituição o custeio de suas próprias despesas para a execução das atividades.

Mas, o projeto tem orçamento inicial previsto de R$ 150 milhões.

Metas do acordo

A parceria visa integrar esforços para a proteção da Amazônia e o fortalecimento da soberania nacional através de diversas metas específicas. São elas:

– Promoção de cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado) em áreas estratégicas como inteligência artificial, tecnologias quânticas, transição energética e biotecnologia.

– No futuro, há o objetivo de expandir para cursos de graduação em engenharia na região.

– Aprimoramento em engenharia, ciência de dados e tecnologias aplicadas à defesa.

– Realização de estudos conjuntos e intercâmbio de informações para criar soluções de alto impacto em sensoriamento remoto, sustentabilidade e proteção ambiental.

– Fixar talentos no Norte do país, criando perspectivas para que as novas gerações possam se qualificar e trabalhar na própria região, em vez de migrarem para o Sul em busca de oportunidades.

– O Censipam disponibilizará dados e infraestrutura tecnológica, enquanto o IME contribuirá com a elaboração de projetos, modelos, ferramentas e apoio à formação acadêmica.

Em suma, o acordo busca transformar a Amazônia em um patamar de excelência tecnológica no Brasil, unindo a expertise operacional de monitoramento à pesquisa científica de alto nível.

A prefeitura de Manaus vai doar o terreno onde será construído o Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia (Ipeam). A assinatura de doação ocorreria nesta sexta-feira, mas a cerimônia foi adiada por conta da morte do filho do prefeito de Manaus, David Almeida.

Centro de excelência

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, presente no evento, ressaltou que a chegada do Ipeam atende a um desejo antigo da sociedade amazonense de ter um centro de excelência que dialogue com as necessidades da indústria e da preservação.

“De acordo com as discussões, a integração entre academia e setor público é essencial para que o Amazonas atinja um novo patamar de excelência no Brasil”, declarou Silva.

O general Costa Neves, ex-comandante militar da Amazônia e um dos idealizadores da proposta, enfatizou que a tecnologia é a única via para solucionar os desafios da região.

“As soluções para os problemas da Amazônia passam necessariamente pela ciência e tecnologia. Com isso, teremos geração de empregos de qualidade e formação de pesquisadores preparados para a defesa da pátria e para o desenvolvimento sustentável”, declarou Costa Neves.

Ele destacou que o Ipeam atuará como um catalisador para robustecer a presença qualificada do Exército na região.

Ministro de emociona

Emocionado, o Ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, comparou a iniciativa à criação do ITA no Ceará e do Cimatec na Bahia.

Monteiro destacou que a iniciativa visa corrigir desigualdades regionais históricas.

“Nós temos que fazer com que os nossos filhos sonhem ficar lá para verdadeiramente enraizar o desenvolvimento, afirmou o ministro, reforçando que o Ipeam permitirá que a inteligência local permaneça na região.

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) foi apontado como peça-chave para a viabilização do projeto. Mucio descreveu o senador como um devedor ciente que não descansou até garantir recursos para o sonho de levar os cursos superiores do IME para o estado.

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