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Consulta sobre exploração de potássio no Amazonas têm nova assembleia hoje em Autazes

Em meio a dificuldades de importação e dependência do país dos fertilizantes que impulsionam o agronegócio brasileiro a base de potássio, nesta sexta-feira (8), acontece mais uma rodada de discussões entre os índios Mura de Autazes e representantes envolvidos na exploração de uma mina do minério da região, que fica a 10km da terra índígena.

Esse é o segundo encontro para se chegar a uma solução negociada, que possa atender a todos os interesses e viabilizar geração de empregos, aumento da arrecadação tributária municipal, estadual e federal, além de melhorias na cidade de Autazes com obras estruturais da implantação do projeto da empresa Potássio do Brasil.

Desde a última segunda-feira (4) que é realizada a Assembleia de Urucurituba (comunidade do município de Autazes), seguindo o Protocolo elaborado pelos índios Mura, desde 2019, apesar da mina não estar localizada em terra indígena.

De acordo com os muras, nesta reunião de hoje eles mais uma vez vão ouvir os especialistas sobre os pontos considerados positivos e negativos do empreendimento.

“Pela movimentação dos parentes, estamos esperando que esse primeiro processo vai ser aprovado, ou seja, vão querer ser ouvidos sobre alguma proposta. Teve até algumas pessoas que já queriam que a votação fosse agora, mas não podemos atropelar o nosso protocolo”, comenta Jeremias Mura.

O Protocolo que se refere Mura, é o Trincheiras: Yandé Peara Mura, Protocolo de Consulta e Consentimento do Povo Indígena Mura de Autazes e Careiro da Várzea, Amazonas, um documento que define todo o processo de consulta aos índios sobre o empreendimentos e seus efeitos na comunidade.

Jeremias participou da elaboração do documento. Eles seguem um cronograma definido pelo Conselho Indígena Mura (CIM) e pela Organização das Lideranças Indígenas Mura de Careiro da Várzea (OLIMCV), representantes dos Mura no acordo firmado na Justiça Federal.

Representantes do Ministério Público Federal já participaram de reuniões e acompanham o processo.

A exploração do minério é feita a centenas de metros de profundidade, não provoca danos ambientais e possui capacidade para reduzir a 25% a dependência das importações do produto usado para a produção de fertilizantes utilizados no agronegócio, carro chefe das exportações brasileiras e responsável pelo superavit da balança comercial do país.

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