Já são 252 casos suspeitos de coronavírus no País e 2 confirmados
O Ministério da Saúde corre para garantir a importação de imunoglobulina, medicamento usado para melhorar a imunidade de pacientes de diversas doenças, como casos graves do coronavírus.
O governo não divulga informações a respeito da disponibilidade do remédio, mas estoques da droga estão “baixíssimos”, segundo fontes da pasta.
A expectativa é de que, no ritmo atual de uso, o produto acabe em 30 dias na rede pública, afirma o presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Alberto Beltrame.

O medicamento que pode servir para auxiliar pacientes do novo coronavírus é o único que corre risco de desabastecimento, dizem integrantes do Ministério da Saúde e secretários estaduais consultados pelo Estado.
Além do combate à nova epidemia global, a imunoglobulina traz efeitos positivos para pacientes com doenças de letalidade mais alta, infecções bacterianas, HIV e pessoas que passaram por transplante de medula óssea, entre outros quadros.
O efeito do uso do medicamento, em muitos casos, está em acelerar uma melhora clínica.
A diretoria colegiada da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) debate na próxima terça-feira (3) se aprova a entrada do medicamento no país solicitada pelo governo federal. Parte do produto comprado pelo Ministério da Saúde já aguarda no aeroporto o aval do órgão.
O caso teve de ser levado à discussão por ser excepcional: o produto escolhido é fabricado por empresas da China que não têm registro sanitário no Brasil, ou seja, não passaram pelo crivo da Anvisa.
O Estado apurou que, mesmo contrariada, a diretoria da Anvisa pode aprovar a importação, pois há risco real de falta do produto. Como a agência afirma não conhecer a droga, deve colocar ressalvas na liberação, passando a responsabilidade sobre a segurança e eficácia do produto ao Ministério da Saúde.
Já são 252 casos suspeitos de coronavírus no País e 2 confirmados em São Paulo

O Ministério da Saúde atualizou os números da Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde (IVIS) e registrou que subiu de 207 para 252 casos suspeitos do novo coronavírus no Brasil.
Os casos confirmados da doença continuam sendo os dois já informados, no Estado de São Paulo, de pacientes que voltaram de viagem à Itália. Segundo os dados da Plataforma IVIS, outros 89 casos foram descartados.
São Paulo continua sendo o Estado com maior número de casos suspeitos, 136 pelo boletim atualizado. Em seguida, Rio Grande do Sul, com 27, e Rio de Janeiro, com 19.
Mais cedo, o ministério havia informado que os números só seriam atualizados nesta segunda-feira (2), às 16h, em razão da mudança no fluxo dos dados dos casos registrados no País. No entanto, a Plataforma IVS foi atualizada às 15h05 deste domingo.


