
O senador amazonense Plínio Valério (PSDB) fez um balanço dos resultados da Comissão Parlamentar de Inguérito sobre as Organizações Não Governamentais, a CPI das ONGs. O parlamentar destacou as iniciativas voltadas para a transparência das organizações que atuam na Amazônia.
Ele disse que a CPI apresentou projetos voltados para aumentar a transparência de ONGs na região. Segundo ele, a iniciativa buscou detalhar quem envia recursos, os valores e os destinatários, apontando que essas informações ainda não estão disponíveis.
“A gente está com um projeto tramitando que visa dar mais transparência. Ou seja, quem está mandando dinheiro? A Noruega. Está mandando quanto? Por que está mandando? Para quem está mandando? Quem recebeu esse dinheiro e o que foi feito com esse dinheiro? Hoje não tem nada disso”, afirmou o senador em entrevista.
O senador destacou que a CPI também contribuiu para desmistificar a atuação das ONGs ambientalistas, que, segundo ele, eram consideradas intocáveis.
Para o senador, a comissão mostrou práticas de oportunismo e hipocrisia e permitiu que o debate sobre essas organizações deixasse de ser um tabu.
“As ONGs ambientalistas eram intocáveis. Elas faziam parte da seita Marina Silva, que é ‘endeusada’, então ninguém tocava. A partir da CPI, a gente mostrou quanta hipocrisia, aproveitamento e esperteza existe nisso. Hoje, falar de ONGs já não é mais tabu. Essa foi a grande colaboração”, explicou.


