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Estelionato na web aumentou 67% no Amazonas; veja como se prevenir

A polícia amazonense faz alerta sobre golpe do falso emprego que também tem aumentado no Estado.

Com o avanço da tecnologia, os criminosos têm se aperfeiçoado cada vez mais, usando plataformas de mensagens no celular para oferecer vagas de trabalho que não existem e, dessa forma, roubar dados, senhas e dinheiro.

De acordo com a SSP-AM, o crime de estelionato teve um aumento de 67%. Os dados apontam que o número de vítimas expandiu nos meses de maio (368) e junho (340) deste ano, o total foi 708 registros de casos.

Em comparação com o mesmo período do ano anterior, foi de 381.

Com a proposta atrativa, algumas pessoas clicam no link enviado e podem perder informações, como explica o delegado Antônio Rondon, titular da delegacia especializada em crimes na internet.

‘Ja abordamos diferentes tipos de golpe. Tem o famoso golpe do celular, em que a pessoa rouba o aparelho e faz diferentes empréstimos e transferências com os aplicativos de banco. Tratamos também sobre o já clássico golpe do WhatsApp, em que alguém finge ser um familiar ou amigo para pedir dinheiro. E também o golpe do delivery, em que seu cartão é clonado bem na hora de pagar a conta na maquininha.

O delegado titular da delegacia especializada a repressão a crimes cibernéticos, reforça que a desconfiança é a principal prevenção. E caso caia no golpe, é importante registrar a denúncia.

1. Cuidado com o vazamento de dados pessoais

Nossos dados pessoais são parte essencial das nossas vidas. É CPF, é endereço, é número de cartão, nome, telefone. O uso desses dados pessoais por parte de empresas e governos não é bom ou ruim. Tudo depende de como e para quê são usados.

A proteção de dados é um direito fundamental. O Brasil é o 6º país com maior número de vazamento de dados.

Alguns dados de usuários do WhatsApp, por exemplo, podem estar sendo distribuídos entre todas as empresas que compõem o grupo Meta (Facebook, Instagram, Messenger) e eles podem estar sendo usados para o direcionamento de publicidade de outras empresas também. Isso é um prato cheio para os golpistas.

É muito difícil hoje em dia, depois de já ter espalhado seus dados por aí, ter um controle sobre como evitar que eles sejam utilizados para golpes. Porém, existem sim alguns cuidados que você pode tomar para evitar isso. 

O primeiro deles é que você não precisa dar todos os seus dados de mão beijada para qualquer site ou aplicativo que peça. Você consegue negar as solicitações de dados não obrigatórios e usar o app do mesmo jeito. 

Outra forma é apagar os seus dados em grandes redes sociais, as principais causadoras do compartilhamento das suas informações pessoais. E evitar cadastrar esses dados em cada novo app ou rede que apareça por aí, principalmente desconhecidas e de baixa confiança.

2. Use a lei ao seu favor

Você é a vítima! Não se coloque no lugar de culpado por ter “dado mole” e caído no golpe. Como dissemos, eles estão cada vez mais sofisticados e difíceis de serem descobertos como golpes. A culpa não é sua. Logo, você tem a lei ao seu favor. Use-a!

Quando um golpe é causado pela falha de segurança do seu banco, como no caso dos empréstimos e transferências via aplicativo de bancos digitais, o Código de Defesa do Consumidor te defende. Nele, as empresas têm o dever de proteger o seu dinheiro e a sua conta. Você não pode ser prejudicado porque uma pessoa cometeu um crime por conta da falha do sistema de segurança do banco.

Assim como nesse caso e em todos os outros, a lei tem que estar ao seu favor. Porém, em muitos momentos pode ser difícil. Vai ter que entrar com processo contra a empresa, fazer boletim de ocorrência, procurar os órgãos de defesa do consumidor, mas é o que deve ser feito. Não deixe o golpe pra lá. É seu dinheiro, seu patrimônio que foi roubado de você. Lute pelos seus direitos!

3. Reclame formalmente nos órgãos de defesa do consumidor

Desde 1990, quando foi criado o Código de Defesa do Consumidor, as pessoas têm o direito de consumir sem o medo de sofrerem abusos, assédios, golpes ou serem enganadas da forma que for.

Para isso, existem os órgãos públicos que estão aí para defender os seus direitos e fazer com que o Código funcione de fato. É o caso do Procon e agora, mais recentemente, do site: consumidor.gov.br.

Esses dois órgãos são essenciais para você lutar pelos seus direitos. Eles são a primeira porta que você deve abrir, quando sofrer um golpe e as empresas responsáveis não demonstrarem interesse em resolver o problema.

Para além de reclamar diretamente com a empresa, faça uma reclamação formal no Consumidor.gov.br, vá até o Procon mais próximo de você (ou faça uma reclamação online), leve seus documentos, provas da fraude e peça um parecer para provar que você sofreu um golpe. A partir daí, as empresas vão ter um tempo para resolverem o seu problema. Se isso não acontecer, siga o passo anterior, vá até a Justiça e faça a lei valer.

O Banco Central também tem um site próprio para reclamações contra bancos, caso o golpe que sofreu tenha a ver com a sua conta bancária, cartão de crédito, empréstimos ou transferências. Basta entrar no site do Bacen e fazer a reclamação.

É importante seguir o passo a passo das denúncias nos órgãos de defesa do consumidor. Mesmo que não resolva, isso se torna uma prova para você utilizar, caso entre com um processo. 

4. Use o Juizado Especial Cível

Uma dica extremamente importante para quem precisar entrar na Justiça por conta de um golpe. A depender do valor, não entre na Justiça Comum. Utilize o Juizado Especial Cível, o famoso JEC. Você não precisa contratar advogado, o processo é muito mais simples e mais rápido.

Também não precisa pagar taxa alguma. O único detalhe é que ele serve apenas para causas que custem, no máximo, 20 salários mínimos, se você não tiver advogado. Caso contrate algum, ainda pode usar o JEC para causas de até 40 salários mínimos. Se o golpe for maior do que isso, aí você vai precisar acionar a Justiça comum e contratar um advogado ou contar com um defensor público.

5. Mantenha a calma para aprender a como não cair em golpes

A dica final é aquela que vem das nossas mães, pais e avós: desconfie de tudo e de todos. Tenha muito cuidado ao andar com celular na rua, ao receber algum produto ou presente em casa via delivery, ao receber ligações, mensagens de WhatsApp e outros. Desconfie sempre e só siga com qualquer operação, se você tiver plena certeza de que aquilo não é um golpe.

Recentemente, no Twitter, uma jornalista informou que quase caiu em golpe muito bem articulado, se ela não tivesse mantido a calma e prestado bem atenção em tudo que o golpista falava com ela.

Neste caso, uma pessoa ligou para ela, informou ser do banco dela, passou algumas informações de extrato a partir das próprias respostas que ela dava e, ao final, tentou pedir um Pix para reverter uma transação ilegal que teria ocorrido. Muito cuidado!

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