
Crimes que envolvem discurso de ódio aumentaram 67,50% no primeiro semestre de 2022 em relação ao mesmo período de 2021.
Segundo a Central Nacional de Denúncias da Safernet, ONG que atua na defesa dos direitos humanos, as eleições são o gatilho.
Foram registradas 23.947 denúncias de crimes contra os direitos humanos de janeiro a junho deste ano. Em 2021, foram 14.289.
Os indicadores da pesquisa mostram que os picos de denúncias crescem em anos eleitorais e a violência se transforma em plataforma política para atrair a atenção, visibilidade e notoriedade.
Até o dia 30 de junho deste ano foram 2.813 ocorrências de intolerância religiosa e 2.222 casos de xenofobia. Registro de manifestação neonazista foram 1.273 casos, é o terceiro crime com maior aumento: 120,2%.
Em 2020, quando ocorreram eleições para prefeito e vereador, as denúncias de neonazismo tiveram um crescimento de 740,7% em relação a 2019, com 9.004 denúncias. O racismo aumentou 148%, com 10.684 registros; e a xenofobia (2.066 casos), com 111% de alta.
Em 2018, com eleições gerais para presidente da República, governador, deputados e senador, a misoginia registrou 16.717 casos (1639,5%); xenofobia (9.703 casos – 595,5%) e neonazismo (4.244 casos – 262%) tiveram os maiores percentuais de crescimento em relação à 2017.
O crime de intolerância religiosa não teve o mesmo desempenho. Em 2018, foram registrados 1.084 denúncias e, em 2020, 1.321 casos. Porém, em 2022 este crime teve 2.813 denúncias até junho, 654% mais do que em 2021 [373 denúncias].
Crime de ódio
O crime de ódio é uma forma de violência direcionada a um determinado grupo social, ou seja, o agressor escolhe suas vítimas de acordo com seus preconceitos.
Ocorre com maior freqüência com as minorias sociais, que são aqueles conjuntos de indivíduos que histórica e socialmente sofreram discriminação.


