Aumento da média diária de mortes, que ontem foram 110 (86 por Covid-19), e de internações por coronavírus, 221 nas últimas 24 horas, além de outros 26 mil infectadoss e monitorados em casa com o o vírus, ligou o sinal de alerta no município

O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), afirmou que o município já está planejando ampliar a capacidade do Cemitério Parque Tarumã, o maior da cidade. Os 110 enterros realizados ontem (6) na capital do Amazonas, 86 de vítimas do coronavírus, acendeu o sinal de alerta.
“Estive no Tarumã e vamos oferecer mais 22 mil sepulturas de forma vertical (gavetas)”, informou o prefeito após visita ao local, na manhã desta quinta-feira (7).
“A cidade cresceu e temos a necessidade de construir novas sepulturas verticais. Estamos fazendo a recuperação das 16 ruas do cemitério e faremos um trabalho de paisagismo, a fim de que possamos dar dignidade às pessoas que vão sepultar os seus entes queridos”, disse ele.
Em um mês, o número de sepultamentos em Manaus cresceu 193% em meio a pandemia e o crescimento do número de infectados pelo coronavírus, ontem (6) foram 2.192 novos casos em 24 horas no Amazonas.
Também preocupa a grande procura por internações e o consequente número de vítimas fatais. Na quarta-feira (6), 221 pessoas foram hospitalizadas e outras 26 mil estão sendo monitoradas em casa diagnósticadas com o vírus. A taxa de ocupação na rede particular e pública está na casa dos 95%.
Em trinta dias, o número de enterros subiu de 31, em 6 de dezembro, para 110, nesta última quarta-feira (6), mais que triplicou. A média diária de mortes em Manaus ficou acima de 60 nos primeiros dias do ano.
“Não corremos risco de apagão funerário, mas estamos preocupados porque caso seja ultrapassada a média de 100 sepultamentos durante três ou quatro dias consecutivos não vamos ter sepulturas abertas. E corremos o risco, novamente, de usar as valas”, afirmou o presidente do Sindicato das Empresas Funerárias do Amazonas (Sefeam), Manuel Viana.


