
A Amaz Aceleradora de Impacto, coordenada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento da Amazônia (Idesam), integra a lista de finalistas do GAEA (Giving to Amplify Earth Action) Awards 2026, iniciativa internacional do Fórum Econômico Mundial que reconhece soluções escaláveis para desafios climáticos globais.
A premiação avalia organizações de diferentes países e setores que desenvolvem projetos voltados a mudanças sistêmicas ligadas ao clima e à natureza, em colaboração entre iniciativas públicas, privadas e filantrópicas.
Na edição inaugural, realizada em 2025, cinco iniciativas foram reconhecidas em categorias distintas. Entre elas, a Built by Nature (BbN), rede dedicada ao uso de madeira sustentável na construção civil, e a Global Energy Alliance for People and Planet (GEAPP), parceria internacional para ampliar o acesso à energia limpa.
O processo de avaliação envolve etapas de nomeação, seleção e composição da lista final. Os vencedores passam a integrar a comunidade GAEA, com acesso a conexões estratégicas, plataformas do Fórum e visibilidade internacional.
Mariano Cenamo, CEO da Amaz e líder de Novos Negócios do Idesam, afirma que a indicação reflete o trabalho de empreendedores da região.
“O reconhecimento vai para quem está diariamente dedicado à conservação e restauração das florestas e à melhoria das condições de vida de comunidades amazônicas”, declarou.
Aceleradora completa 5 anos
A Amaz completou cinco anos de atuação em 2025, após avaliar mais de 500 startups, acelerar 52 negócios, investir em 29 empresas e manter 16 ativas no portfólio.
Os negócios apoiados atuam em logística sustentável, alimentação, moda indígena, cosméticos naturais, turismo de base comunitária, regeneração ambiental e soluções tecnológicas.
Em 2024, essas iniciativas resultaram em R$ 4 milhões repassados a parceiros e beneficiaram 1.959 famílias e 45 organizações sociais.
O portfólio reúne empresas em diferentes estágios de maturidade e alinhadas às dinâmicas territoriais da Amazônia. A aceleradora opera por meio de modelo blended finance, que combina recursos privados e filantrópicos.
A trajetória da Amaz teve início em 2018, com o programa Parceiros Pela Amazônia (PPA), do Idesam, que apoiou mais de 30 negócios focados em bioeconomia, cadeias produtivas sustentáveis e gestão de resíduos.
O programa evoluiu para o modelo atual, com três ciclos de aceleração e investimentos diretos em negócios.
Gabriela Sousa, líder de operações da Amaz, afirma que o diferencial da iniciativa está na experiência acumulada na região.
“Os processos foram estruturados a partir das práticas construídas pelo Idesam em mais de duas décadas de atuação, o que permitiu desenvolver soluções adequadas ao ecossistema de impacto”, disse.


