Ex-jogador brasileiro e o seu irmão-empresário Assis, chegam algemados pela polícia e o caso pode ter outros desdobramentos
A juíza de plantão Clara Diaz, da Justiça paraguaia, negou o pedido de prisão domiciliar, feito pelos advogados, e decretou, neste sábado (7), a prisão preventiva de Ronaldinho Gaúcho e de seu irmão Assis. Ela atendeu o pedido do Ministério Público do Paraguai. Ronaldinho e Assis deixaram o Palácio da Justiça e voltaram para a Delegacia de Segurança Máxima, em Assunção.
A decisão é uma reviravolta no caso. Hoje (7) pela manhã, a justiça paraguaia havia liberado os irmãos depois de eles passarem a noite detidos em uma cela especial numa delegacia não menos especial onde ficam políticos, líderes do tráfico e celebridades. Nesse período, camareiros do hotel 5 estrelas Sheraton levaram lençóis e travesseiros e aplicativos abasteceram a cadeia com hambúrgueres para o hospede ilustre.
A situação de Ronaldinho Gaúcho pode se complicar ainda mais. A Polícia do Paraguai começou uma investigação sobre lavagem de dinheiro. A ação tem como alvos as pessoas que financiaram a ida de Ronaldinho para o país.
A opinião pública e a imprensa paraguaia seguem pressionando as autoridades. O presidente Mario Abdo Benítez foi eleito com o discurso que não haveria privilégios aos criminosos. Principalmente os envolvidos em lavagem de dinheiros.
Jornalistas nas rádios, tevês, portais e jornais estão cobrando uma dura punição a Ronaldinho e Assis pelo uso dos passaportes falsos, adulterados, com os quais teriam entrado no país. A possibilidade do pagamento de uma multa alta e expulsão do Paraguai segue como a maior.


