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Depois do impasse judicial Hospital Nilton Lins começa a atender vitimas do coronavírus

Unidade será ativada com 32 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e cem leitos clínicos, para atender pacientes de Covid-19.

Governador Wilson Lima vistoria instalações do Hospital de Retaguarda da Nilton Lins

Depois do impasse judicial o Hospital Universitário Nilton Lins começa a funcionar a partir deste sábado (18), com 32 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e cem leitos clínicos, para atender pacientes de Covid-19. Uma decisão da Justiça havia impugnado o contrato entre o governo e o complexo hospitalar, de R$ 2,6 milhões, mas uma nova decisão, feita na noite desta quinta-feira (16), manteve a continuidade da implantação de 400 leitos na unidade.

O Amazonas registrou 90 novos casos confirmados do novo coronavírus, conforme boletim divulgado, nesta sexta-feira (17), pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). O total de casos confirmados no estado chegou a 1.809 e já ocasionou 145 mortes. O hospital será referência, junto com o Delphina Aziz, para o tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus e terá capacidade para 450 leitos, que serão abertos ao longo das próximas semanas.

Com uma área construída de 30 mil metros quadrados, o local terá no seu quadro de profissionais bombeiros da área de saúde, aprovados no concurso público de 2009 e convocados em abril deste ano pelo governador Wilson Lima para reforçar o corpo técnico de médicos, enfermeiros e outros profissionais da rede estadual de saúde. Além do hospital, o estado está ampliando o número de leitos no Hospital Delphina Aziz, que terá capacidade para 350 leitos.

Ampliação da capacidade

A secretária de Saúde, Simone Papaiz, informou durante vistoria ao hospital, na noite de ontem (17), a urgência em abrir o hospital para a ampliação das unidades de referência no tratamento da doença, desafogando assim as unidades chamadas de portas de atendimento, que são os Serviços de Pronto Atendimento (SPAs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

“Nós identificamos, pelo percentual da população do Amazonas, de quase quatro milhões de habitantes, e dentro da estimativa de pessoas que devem adoecer no Estado, cerca de 5%, a necessidade de ampliar, de forma rápida, a capacidade de atendimento das unidades de referência, para que o Estado tenham um serviço centralizado para o tratamento de pacientes positivos e casos suspeitos”.Na noite de quarta-feira (15), o governador Wilson Lima anunciou a abertura de 45 novos leitos (25 de UTI e 20 clínicos) no Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz, que é referência para os casos de Covid-19 no estado. Com isso, o hospital passa a operar com 100 leitos de UTI disponíveis para pacientes com o novo coronavírus.

O período de estado de calamidade pública no Amazonas foi prorrogado por mais 180 dias em virtude do aumento no número de casos de contaminação por coronavírus na região.

Diz o texto que a finalidade do decreto é promover, conforme determinação da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério do Desenvolvimento Regional, ações de prevenção, preparação, mitigação, resposta e recuperação frente a pandemia do novo coronavírus. “Ficam as autoridades competentes autorizadas a adotar medidas excepcionais, necessárias para combater a disseminação do novo coronavírus, em todo o território amazonense”.

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