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O desafio de vídeo estreou no futebol brasileiro com três pedidos para revisões de pênaltis na partida de ida da semifinal da Copa Paulista entre Comercial e XV de Piracicaba, na noite desta sexta-feira (19), em Ribeirão Preto – empate por 1 a 1.
A ferramenta, chamada de Football Video Support (FVS) — Vídeo Suporte ao Futebol na tradução, foi utilizada pela primeira vez a partir de um pedido do técnico Roberval Davino, do Comercial, aos 31 minutos do primeiro tempo.
Com o cartão entregue pelo treinador ao quarto árbitro do jogo, Vinicius Furlan, o árbitro Fabiano Monteiro dos Santos foi chamado para analisar a jogada na cabine de vídeo à beira do gramado e acabou marcando pênalti de João Victor em Marcelinho. A cobrança foi convertida por Felipe Rodrigues, abrindo o placar.
O processo todo durou quatro minutos – do pedido de revisão ao gol. Diante da decisão da arbitragem, o técnico Roberval Davino recebeu de volta o cartão do desafio e continuou com dois pedidos a fazer.
A tecnologia voltou a ser usada aos 22 minutos do segundo tempo, quando o técnico Moisés Egert, do XV de Piracicaba, solicitou a revisão de um possível pênalti. O cartão foi apresentado, o árbitro se dirigiu até a cabine de vídeo, analisou o lance, mas manteve a decisão de campo, sem marcar o pênalti. Com isso, Egert perdeu um desafio, ficando com mais um apenas.
Já nos acréscimos, Fabiano Monteiro dos Santos assinalou em campo um pênalti para o XV em cima de Paulo Machado. Roberval Davino, técnico do Comercial, desafiou, mas a arbitragem sustentou a marcação e ainda aplicou o segundo amarelo a Cristopher após a revisão, acarretando na expulsão do zagueiro do Comercial. Matheus Carvalho cobrou firme e deixou tudo igual, no último lance do jogo.
Como funciona?
Em uma iniciativa da Federação Paulista de Futebol (FPF), a tecnologia permite ao treinador solicitar a revisão quando entender que houve erro em quatro situações:
- gol;
- pênalti;
- cartão vermelho direto;
- cartão aplicado ao jogador errado.
Cada técnico começa o jogo com direito a dois pedidos. A sinalização será a partir de um gesto girando o dedo no ar, entregando ao quarto árbitro um cartão de solicitação. Na sequência, o árbitro principal vai até a cabine à beira do gramado para assistir ao lance com a ajuda de um operador de replay.
Assim como ocorre no VAR, o árbitro tem a autonomia de manter ou alterar a decisão de campo a partir da revisão. Se o desafio for bem-sucedido, o treinador não perde a solicitação utilizada.
Trata-se de um sistema diferente do VAR, uma vez que não há árbitro de vídeo. Também não são traçadas linhas de impedimento. Os únicos lances analisados pelo quarto árbitro, sem a necessidade do desafio dos treinadores, são os gols – ou as cobranças de eventuais disputas por pênaltis.
O modelo foi testado pela Fifa em competições de base, como a Copa do Mundo Feminina Sub-20 do ano passado. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que a ferramenta será usada na Copa do Brasil Feminina a partir das quartas de final.


