A taxa no país chegou a atingir perto de 15 milhões de desempregdos, 14,1% no segundo trimestre do ano passado, e vem caindo sucessivamente

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 8,7% nos três meses encerrados em setembro, a menor desde junho de 2015, segundo dados que integram a Pnad Contínua (Pesquisa por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na manhã desta quinta-feira (27)
A pesquisa mostra que o rendimento dos brasileiros cresceu tanto na comparação trimestral (3,7%) quanto na anual (2,5%), chegando a R$ 2.737. É a primeira vez que a renda cresce ante igual período do ano anterior desde junho de 2020, quando o país vivia uma das fases mais críticas da pandemia, com fechamento do comércio.
Com o recuo de 0,6 ponto percentual da taxa de desocupação, a quantidade de profissionais ainda fora da força de trabalho equivale a 9,5 milhões de pessoas, o menor volume desde o trimestre finalizado em dezembro de 2015. O patamar representa uma queda de 6,2% (menos 621 mil pessoas) no trimestre e 29,7% (menos 4,0 milhões) em 2022.
A taxa de desemprego vem caindo há meses. No segundo trimestre do ano passado, atingiu 14,1%. Em fevereiro deste ano estava em 11,2%. No trimestre fechado em agosto último estava em 8,9%. No trimestre encerrado em junho, que serve de base de comparação, a taxa estava em 9,3%.
O número de ocupados também tem avançado a cada divulgação da pesquisa, com sucessivos recordes. Em setembro, o contingente de pessoas ocupadas alcançou 99,3 milhões, alta de 1% ante o trimestre anterior, o que significou a entrada de mais 1 milhão de pessoas no mercado de trabalho.
“A taxa de desocupação segue a trajetória de queda que vem sendo observada nos últimos trimestres. A retração dessa taxa é influenciada pela manutenção do crescimento da população ocupada”, destaca Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad.
A expectativa é que a criação de vagas desacelere no quarto trimestre. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, já mostram esse movimento. Em setembro, foram abertos 278.085 postos de trabalho, número inferior ao de agosto.
O Caged traz dados mensais e se restringe a vagas com carteira assinada. As informações são repassadas ao ministério pelas empresas. Já a Pnad compreende os mercados formal e informal de trabalho e compila informações trimestrais, a partir de pesquisa feita por funcionários do IBGE.


