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Dia do Lixo Zero: Brasil tem reciclagem abaixo de 10%

Levantamento mostra que apenas 8,7% dos resíduos urbanos são reciclados no país; e que metas de “lixo zero” dependem de dados auditáveis e transparência nas cadeias

No contexto do Dia Internacional do Lixo Zero, celebrado em 30 de março, o debate sobre redução de resíduos ganha uma nova camada: mais do que compromissos públicos, empresas e governos passam a ser cobrados por resultados mensuráveis, rastreáveis e auditáveis.

Não existe meta ‘aterro zero’ sem dado confiável. A rastreabilidade é o que transforma discurso em evidência concreta. Sem isso, o mercado corre o risco de inflar números que não se sustentam em auditoria”, afirma Fernando Bernardes, CEO da Central de Custódia, empresa pioneira no Brasil na verificação de resultados de logística reversa de embalagens pós consumo, e detentora da maior base de dados do País.

Bernardes destaca que, de acordo com a base de dados da Central de Custódia, cerca de 7,7% das embalagens recuperadas tiveram origem em municípios que ainda destinam resíduos a lixões, o que levanta alertas sobre a qualidade social e ambiental de parte desses fluxos. 

Esse dado dialoga diretamente com o cenário apontado pela Abrema, que mostra a persistência da destinação inadequada no país, evidenciando que volume e qualidade ainda precisam avançar juntos.

Do compromisso à comprovação

Apesar de avanços, como o aumento de 5% no volume de resíduos encaminhados à reciclagem, o modelo brasileiro ainda enfrenta gargalos relevantes. A própria Abrema destaca que grande parte dos materiais recuperados passa por cadeias pouco estruturadas, com forte presença de informalidade e dificuldade de mensuração precisa dos fluxos.

Esse cenário cria um desafio direto para empresas que assumem compromissos ambientais, especialmente no âmbito da logística reversa de embalagens, onde metas quantitativas precisam ser comprovadas.

A discussão evoluiu. Hoje, não basta dizer que reciclou, é preciso comprovar quanto, como e por quem. A rastreabilidade independente garante integridade aos dados e segurança jurídica às empresas”, complementa Bernardes.

Rastreabilidade como infraestrutura do “lixo zero”

A agenda de “lixo zero” pressupõe a redução máxima do envio de resíduos para aterros, priorizando reutilização, reciclagem e recuperação de materiais. No entanto, sem mecanismos robustos de monitoramento, torna-se difícil validar se os volumes declarados realmente correspondem à realidade.

A Central de Custódia atua justamente nesse ponto, oferecendo verificação independente dos resultados de logística reversa, especialmente para embalagens pós-consumo. A partir de sistemas auditáveis, a entidade assegura que os dados reportados por empresas estejam lastreados em evidências reais de recuperação e destinação adequada.

Estamos falando de credibilidade de mercado. Empresas que não estruturarem sua rastreabilidade estarão mais expostas a questionamentos, inclusive regulatórios. Por outro lado, quem investe em transparência ganha competitividade”, finaliza o executivo.

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