Portal Você Online

Dino transfere Marcola e reúne cúpula do PCC em Brasília

Após suposto plano de fuga, ministro da Justiça reúne Marcola e seu braço direito Fuminho em presídio na Capital Federal volta a abrigar a nata do crime brasileiro

O ministro da Justiça, Flávio Dino, transferiu o traficante Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, de 55 anos, da penitenciária de Porto Velho (RO) para o presídio federal de Brasília (DF). Ele é apontado como um dos principais líderes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e vai se juntar ao seu braço direito, Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, 52, que cumpria pena na Penitenciária Federal de Catanduvas (PR) e foi levado recentemente para Brasília.

Os dois criminosos não se viam desde o final dos anos 1990, quando Fuminho fugiu da Casa de Detenção de São Paulo. Depois de 24 anos separados, ambos voltam a se encontrar na Penitenciária Federal de Brasília. A operação foi realizada na quarta-feira (25) pela Secretaria Nacional de Políticas Penais.

Considerado um dos maiores narcotraficantes do Brasil, Fuminho foi capturado em abril de 2020 em Maputo, capital de Moçambique, na África.

No final de 2018, quando ainda era procurado, Fuminho foi acusado pelo Ministério Público de São Paulo de coordenar um plano para resgatar Marcola e outros chefes do PCC recolhidos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, na região oeste de São Paulo.

Segundo promotores de Justiça, a ação de resgate previa o uso de avião, helicóptero, mercenários treinados, explosivos para destruir muralhas do presídio, veículos blindados e armamento pesado, inclusive metralhadora ponto 50, capaz de derrubar aeronave.

A Penitenciária Federal de Brasília também abriga outros presos apontados como do primeiro escalão do PCC. São eles: Roberto Soriano, o Tiriça, 49; Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka, 47; Cláudio Barbará da Silva, 61, e Wanderson Nilton Paula Lima, o Andinho, 44.

Transferência

Segundo Dino, um suposto plano de fuga – não revelou detalhes à imprensa – motivou a transferência de Marcola, condenado a 342 anos de prisão. 

“A transferência foi feita de um presídio federal para outro, exatamente visando prevenir um suposto plano de fuga ou resgate desse preso. Portanto, essa operação se fez necessária para garantir a segurança da sociedade”, afirmou em entrevista.

Segundo o governo, a penitenciária federal em Brasília tem maior capacidade de segurança por ser a primeira a contar com o Projeto Muralha, que permite maior vigilância e resposta a ataques externos. Há também reforço à proteção dos servidores soluções anti-drone.

A operação de transferência dos criminosos foi feita por policiais penais federais, com apoio da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Foram empregados cerca de 50 agentes de segurança pública.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *