
Em uma semana decisiva para o novo governo, o time do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca resolver o impasse que travou na Câmara dos Deputados a votação da PEC fura-teto que estoura o limite de gastos para o ano que vem.
De um lado, as negociações começaram a patinar em meio a disputas por ministérios e à espera do veredito final do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre as emendas de relator, instrumento usado como moeda de troca nas negociações do Congresso.
De outro, parlamentares do centrão reclamam da resistência do PT em negociar mudanças no texto que contemplem demandas dessas bancadas, como a redução dos valores extras e do prazo de duração das medidas.
Uma nova tentativa de votação será feita na próxima terça-feira (20), data já muito próxima do limite para resolver ainda neste ano o buraco no Orçamento de 2023, dando mais conforto a Lula para iniciar seu terceiro mandato.
Apesar do prazo apertado, interlocutores do presidente eleito dizem acreditar na aprovação da PEC, que segue sendo a principal aposta do partido.
A meta do PT é aprovar na Câmara o mesmo texto validado pelo Senado, que amplia o teto de gastos em R$ 145 bilhões e autoriza outros R$ 23 bilhões em investimentos fora do limite de despesas, tudo isso por um prazo de dois anos.


