
Um novo boletim produzido pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) atualiza, nesta sexta-feira (03), o cenário epidemiológico de rabdomiólise no Amazonas – também conhecida como ‘doeça da urina preta’ – são 124 casos notificados, em 14 municípios do Amazonas. O documento está disponível no site da instituição: https://bit.ly/31oMG1W.
Do total de notificações a cidade de Itacoatira tem o maior número de casos, 37 infectados, seguindo por Parintins 12, Manaus 6, Urucurituba 4, Silves 3, Maués 2, Autazes 1, Caapiranga 1, Itapiranga 1 e Manacapuru 1.
“Percebe-se redução no número de notificações realizadas pelas secretarias municipais de saúde. No entanto, todas as forças de vigilância continuam sensíveis para identificar casos suspeitos da síndrome”, destaca a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim.
Dos 68 casos compatíveis, conforme o boletim, 60% são homens. Em relação à faixa etária dos acometidos, 63% são em pessoas maiores de 40 anos, seguido da faixa etária entre 20 a 39 anos, com 21% (14) dos casos.
Sintomas – Quanto aos sinais e sintomas mais frequentes entre os pacientes integrantes do grupo de casos compatíveis, destacam-se: mialgia (100%), seguido de náuseas (75%) e fraqueza muscular (68%).
Rabdomiólise – A rabdomiólise é uma síndrome clínico-laboratorial que decorre da lesão muscular com a liberação de substâncias intracelulares para a circulação sanguínea.
Ocorre normalmente em pessoas saudáveis, na sequência de traumatismos, atividade física excessiva, crises convulsivas, consumo de álcool e outras drogas, infecções e ingestão de alimentos contaminados que incluem o pescado. O quadro clínico da doença pode incluir elevações assintomáticas das enzimas musculares séricas (creatinina-fosfoquinase – CPK).


