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Eleições: 1º debate de candidatos no AM não empolga

Sem a presença do candidato a reeleição pelo União Brasil, governador Wilson Lima, o encontro na Band foi morno, sem novidades apresentadas pelos participantes

O primeiro debate dos candidatos ao Governo do Amazonas, na noite deste domingo (7), nos estúdios da Band em Manaus não empolgou os eleitores. Sem a presença do governador Wilson Lima (União Brasil), que enviou nota a emissora justificando sua ausência por motivo de viagem ao interior do estado, o encontro foi morno, sem embates ou apresentação de propostas.

O protagonismo ficou por conta dos dois ex-governadores, Amazonino Mendes (Cidadania) e Eduardo Braga (MDB), que participaram de forma cordial e atuaram em parceria contra a atual gestão estadual.

O clima ameno só foi quebrado com a intervenção do candidato do Podemos, Henrique Oliveira, que lembrou aos dois que eles juntos estiveram 24 anos no governo do estado e que as propostas apresentadas eram as mesmas dos debates anteriores com antigas promessas e com o passar dos anos a economia amazonense continuava dependendo da Zona Franca de Manaus.

“Está na hora de soltar a bola Negão (Amazonino), deixa os outros jogarem, é disso que a gente precisa”, sugeriu ele ao ex-governador.

Fora esses momentos de Henrique Oliveira, Carol Brás, também questionou as gestões passadas. Se dirigindo a Braga, ela questionou o tempo que a polícia ficou sem aumento salarial no seu governo.

“Comigo Eduardo Braga os policiais não vão passar oito anos sem receber um aumento como eles passaram em um dos seus governos. Nós vamos valorizar a categoria”, disse.

Os outros candidatos,  Israel Tuyuka (PSOL) e Ricardo Nicolau (Solidariedade), não chegaram a apresentar um programa definido de governo ou plano de trabalho.

O ex-governandor Amazonino Mendes demonstrou desconforto e dificuldades durante as duas horas em que esteve no estúdio.

No início, perguntou se poderia responder as perguntas sentado onde estava, sem ir ao púpito. Mas depois, alertado pelos assessores, pediu para fazer suas intervenções de pé, quando solicitado pelo mediador, Neto Cavalcante. Nas vezes que se movimentou apresentou esforço para andar.

Os assessores também trocaram a sua posição no cenário. Antes ficava atrás do púlpito onde era enquadrado pela câmera, que captava imagens dele sentado, impaciente e sentindo o peso da idade.

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