
A capital amazonense abriga 3,7 milhões pessoas em seu território. O clima da região faz com que parte da cidade fique alagada durante metade do ano, na época das chuvas. Essa realidade impõe um verdadeiro desafio quando o assunto é levar água tratada e coleta de esgoto para a população manauara.
A empresa Águas de Manaus, que é responsável pelo serviço de saneamento básico na cidade desenvolveu em 2019,um projeto inédito, que permitiu levar água tratada para as pessoas que moram no local que estão alagadas.
O gerente de Responsabilidade Social da Águas de Manaus, Semy Ferraz, explicou os detalhes desse projeto que permitiu levar água tratada para a região alagadiça.
“Praticamente, 15% da cidade fica alagada. E as pessoas sobem as suas casas, sobem o piso. Nós fizemos uma rede e garantimos que ela ficava acima da cota de enchente. Então, no período de seca, a gente baixa a rede — ela fica num ponto sem contato com o esgoto. Quando o rio vai subindo, as pontes e acessos vão subindo, a gente sobe a nossa rede também. Isso propicia de a gente levar água de qualidade, sem contato com o esgotamento.”
Graças a projetos como esse, a empresa concessionária afirma que o acesso à água potável está universalizado em Manaus. O próximo desafio é ampliar a rede de esgoto: atualmente, apenas 26% da população manauara está contemplada pelo serviço.
Para isso, nos próximos anos, a Águas de Manaus pretende realizar o maior investimento da história da capital amazonense no setor de saneamento. Quem explica é o vice-presidente regional da empresa, Renato Médicis.
“Nos próximos cinco anos, a gente vai investir R$ 1 bilhão. São cerca de 300 km de rede. São cerca de mais 700 mil pessoas, chegando a 1 milhão de pessoas atendidas. Chegando a quase 45% da cidade atendida com esgotamento sanitário nos próximos 4, 5 anos. Depois, vem um novo ciclo, pra que se chegue naquele 90% de cobertura da cidade até 2033.”
A previsão da Águas de Manaus é de que a cada ano, sejam construídos cerca de 300 quilômetros de rede de esgoto na capital do Amazonas. Atualmente, a cidade conta com menos de 800 quilômetros de rede, além de 80 estações de tratamento de esgoto.
Fonte: Agência Brasil




