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Empresários são mortos em assalto planejado em Tabatinga, no Amazonas

Investigações indicam que o ataque foi planejado: o grupo monitorou o casal desde a saída do bar. A quadrilha envolvia dois adolescentes atiradores, um motociclista, dois “olheiros” na boate e um responsável pelo fornecimento das armas.

Os empresários Carlos Quintero, conhecido como “Caliche”, e Ivanete Fabar foram mortos a tiros na noite deste domingo (1º), no município de Tabatinga, a 1.108 quilômetros de Manaus. O crime ocorreu em frente à residência do casal, logo após retornarem do próprio estabelecimento comercial, o Mossh Bar.

De acordo com informações da Polícia Civil do Amazonas, três suspeitos chegaram ao local em uma motocicleta e anunciaram um assalto. Durante a abordagem, Carlos teria reagido e foi atingido por disparos efetuados por um adolescente. Ivanete também foi baleada ao tentar socorrer o companheiro. Os dois não resistiram aos ferimentos e morreram ainda no local.

Um homem foi preso e dois adolescentes apreendidos por envolvimento na ação criminosa.

Com os suspeitos, os policiais encontraram mais de 7 milhões de pesos colombianos, R$ 4.873 em dinheiro, uma pistola e três celulares. Um dos aparelhos, segundo a PM, era da empresária.

Um terceiro suspeito, identificado como Rayssan Coelho Pereira, de 20 anos, se apresentou na delegacia e foi preso em flagrante. Segundo a polícia, mensagens em um dos celulares mostram que ele monitorava a movimentação do casal ainda no bar em Letícia.

Em uma das conversas, ele escreveu que esperava a vítima sair do carro para “pegar a visão”, indicando que acompanhava os passos do casal.

A Polícia Civil informou que os adolescentes vão responder por ato infracional equivalente a latrocínio, roubo seguido de morte. Rayssan também deve responder por participação no mesmo crime.

Os três suspeitos seguem presos e devem passar por audiência de custódia. A investigação continua para identificar outros possíveis envolvidos.

Investigação aponta monitoramento das vítimas


Inicialmente tratado como latrocínio, o caso ganhou novos contornos após as primeiras diligências. As investigações indicam que a ação foi articulada e que os suspeitos monitoraram a rotina do casal desde a saída do bar até a chegada à residência.

Segundo a linha investigativa, dois indivíduos teriam atuado como “olheiros” dentro do estabelecimento, repassando informações sobre o deslocamento das vítimas. A estrutura do crime, conforme a polícia, envolve os executores dos disparos, o condutor da motocicleta, os responsáveis pelo monitoramento e ainda quem teria fornecido as armas utilizadas na execução.

A Polícia Civil segue apurando a motivação do crime e trabalha para confirmar a participação de todos os envolvidos, além de esclarecer se o caso foi, de fato, uma tentativa de roubo que terminou em duplo homicídio ou uma execução premeditada.

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