Três estudantes de enfermagem foram suspensas do estágio em um hospital de Manacapuru na Região Metropolitana de Manaus – 80 km de capital do Amazonas – após gravarem vídeo (assistir acima) debochando dos pacientes internados, enquanto se brincavam com seus celulares.
“Os nossos pacientes estão tudo (sic) ali morrendo e (as estagiárias) estão mexendo no celular. Essa aqui roubou internet e eu também”, fala a estudante que postou o vídeo, fazendo piada enquanto descansava com as colegas, que acenaram para a câmera. Na legenda do registro, postado nas redes sociais, a jovem ainda zomba: “Ótimas enfermeiras”.
A identidade das três não foi divulgada pelo hospital ou pela faculdade em que elas estudam, o Centro Universitário Fametro, com sede na capital amazonense.
O Hospital Geral de Manacapuru, onde foi feita a gravação, publicou nota no Facebook afirmando que notificou a faculdade das estagiárias envolvidas e as suspendeu de suas funções.
“Informamos que não compactuamos com tal comportamento dentro desta unidade hospitalar, e que trabalhamos com ética, moralidade e respeitando a dignidade da pessoa humana, bem como garantindo a serenidade de nossos pacientes”, diz a nota.
Ainda conforme o comunicado, “as medidas disciplinares cabíveis para responsabilização das discentes foram tomadas e as alunas foram suspensas de seus estágios.”
A Fametro se manifestou afirmando que “repudia o comportamento de estagiárias do curso técnico de Enfermagem em Manacapuru, que agiram de modo antiético em um vídeo veiculado nas redes sociais”.
O Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM) enviou nota alegando que “no vídeo, há alunos em formação acadêmica” e que “é responsabilidade das instituições de ensino a instrução e introdução aos preceitos éticos relacionados à profissão”.
“O Coren-AM informa ainda que foi procurado pela instituição de ensino, e foi firmada a parceria para realização de ações educativas relacionadas a postura e ética profissional juntos aos estudantes”, explica o comunicado assinado pelo presidente da entidade, Sandro André da Silva Pinto.


