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EUA congelam concessão de vistos no Brasil e mais 70 países

O Brasil entrou oficialmente na lista de 75 países que terão a emissão de vistos para os Estados Unidos congelada a partir de 21 de janeiro. A informação foi divulgada pela rede Fox News nesta quarta-feira (14) e ainda não recebeu confirmação pública do Departamento de Estado dos EUA, responsável pela política migratória do país.

A suspensão vale para embaixadas e consulados americanos e, até o momento, não tem previsão para ser revista ou encerrada. A reportagem não esclarece se todos os tipos de vistos serão afetados, incluindo os mais solicitados por brasileiros, como os de turismo e negócios.

Motivo: reavaliação dos critérios de entrada
A rede norte-americana afirma que a decisão se trata de uma pausa temporária para revisão dos critérios de concessão de vistos. O governo americano quer reavaliar as regras atuais utilizadas para determinar se estrangeiros podem entrar e permanecer legalmente no país, em um movimento que especialistas classificam como endurecimento migratório.

Segundo a reportagem, o objetivo é ajustar os filtros aplicados pelos consulados à luz de políticas internas, pressão política e preocupações econômicas. A suspensão também permitirá que o Departamento de Estado conclua revisões de protocolos adotados desde o ano passado.

Brasil não está sozinho: 74 países na mesma lista
O congelamento não é uma medida isolada contra o Brasil. O grupo abrange 75 países com perfis distintos, incluindo nações economicamente desenvolvidas e áreas de tensão internacional.

Entre os países afetados estão Rússia, Irã, Afeganistão, Iraque, Somália e Tailândia — regiões envolvidas em conflitos diplomáticos ou marcadas por forte migração para os EUA. Para especialistas, a abrangência da lista aponta para um redesenho mais amplo da política migratória americana.

Enquanto isso, brasileiros que já estavam em processo de solicitação ou com entrevistas marcadas podem enfrentar atrasos indefinidos, dependendo de como os consulados vão interpretar e implementar a medida.

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Antecedentes: regras mais duras já vinham sendo testadas
A decisão não chega como surpresa total. Em novembro passado, um documento interno do Departamento de Estado já havia orientado embaixadas e consulados a aplicar regras mais rígidas para concessão de vistos.

Pelas diretrizes, funcionários passaram a negar pedidos de candidatos considerados suscetíveis a se tornar “ônus público”. A análise poderia considerar desde renda familiar até proficiência em inglês, histórico de trabalho e condições de saúde.

O critério é semelhante ao adotado em políticas implementadas nos Estados Unidos em momentos de fechamento migratório, e pode dificultar a entrada de cidadãos com perfil econômico considerado frágil.

Antes dessas mudanças, os consulados já avaliavam fatores de saúde, vacinação e riscos epidemiológicos. Agora, a triagem se estende a aspectos financeiros e sociais.

Impacto e incertezas para brasileiros
Com a falta de esclarecimentos oficiais, a orientação inicial para quem planejava viajar aos Estados Unidos é aguardar instruções do consulado. A expectativa é que o governo americano detalhe, nos próximos dias, quais categorias de vistos serão afetadas, e se pedidos em andamento serão congelados ou arquivados.

O congelamento pode atingir principalmente estudantes, trabalhadores temporários e turistas que dependem da emissão de vistos para ingressar no país nos próximos meses. Empresas brasileiras com operações nos EUA também podem sentir impacto na mobilidade de funcionários.

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