Francisco Marques dos Reis – ex-policial militar – havia sido absolvido em julgamento realizado em 2018, mas a Justiça acatou recurso do MP e determinou que o réu fosse submetido a novo júri popular.
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O ex-policial militar Francisco Marques dos Reis foi condenado a 64 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, pelo júri popular em Manaus. Rangel Silva de Araújo, réu no mesmo processo, foi absolvido.
Francisco Reis – conhecido como “Bombado” – foi acusado pelo Ministério Público do Amazonas de ser autor de chacina em que morreram Ivan Teixeira Pessoa, Edney Souza dos Santos, Keitiane Nunes Galdino e Denilson Lobo Rodrigues, no dia 27 de fevereiro de 2015, na Comunidade Novo Milênio, bairro Santa Etelvina, zona norte de Manaus.
O réu foi julgado anteriormente no dia 2 de maio de 2018, quando foi absolvido da acusação. Na mesma data, os demais réus no processo, Anadu do Amaral Souza, Rangel Silva de Araújo e Elias Cândido Rodrigues Júnior, também foram absolvidos.
O Ministério Público recorreu ao Tribunal de Justiça do Amazonas exclusivamente em relação a Francisco Marques e a Rangel Silva de Araújo. O TJAM julgou procedente o recurso e anulou a absolvição dos dois réus, determinando que a 3ª Vara do Júri realizasse nova sessão de júri popular.
A condenação ocorreu no âmbito da ação penal Nº 0207664-88.2015.8.04.0001.
Durante a instrução em plenário, os dois réus foram interrogados por videoconferência. Com a condenação, Francisco Marques dos Reis recebeu uma pena de 64 anos e oito meses para ser cumprida em regime fechado. Francisco Marques cumpre pena por condenação em outro processo. Com isso, ficou determinado na sentença que dele inicie o imediato cumprimento da nova pena.
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De acordo com a denúncia do Ministério Público, a chacina ocorreu após uma disputa por terras nos bairros Santa Etelvina e Lagoa Azul. Francisco teria sido contratado por um terceiro para matar Ivan Teixeira, mas as outras pessoas também acabaram sendo mortas porque se encontravam no local e manuseavam armas de fogo. Pelas mortes, Francisco teria recebido o valor de R$ 10 mil.
Da sentença, cabe apelação.