
Na manhã deste domingo (27), o ex-presidente Evo Morales, líder da oposição na Bolívia, compartilhou um vídeo nas redes sociais alegando uma suposta tentativa de prisão e ataque a tiros – assista ao link https://x.com/Ahora_Py/status/1850539691633692821.
O carro do ex-presidente Boliviano foi alvejado em meio a crescentes tensões políticas no país. Nas imagens, Morales é filmado ao lado do motorista. No telefone, o ex-presidente da Bolivia afirma: “Estão atirando em nós, estão nos detendo, rapidamente, mobilizem-se”.
No vídeo é possível ver marcar de tiros no carro, além do motorista ferido com sangue na cabeça e também no peito. Segundo a Rádio Kawsachun Coca, foram disparados 14 tiros contra o veículo de Morales.
Em uma entrevista de rádio após o incidente, Morales disse que dois veículos o interceptaram na estrada e atiraram em seu carro, alegando que uma bala passou a “centímetros” de sua cabeça. “Não sei se eram soldados ou policiais”, disse Morales.
“O carro em que cheguei tem 14 tiros. Me surpreenderam. Felizmente, hoje, salvamos nossas vidas (…). Os que atiraram estavam encapuzados (…). Isto foi planejado, era para matar Evo”, disse em uma entrevista à rádio Kawsachun Coca.
Agricultores seguidores do ex-presidente Evo Morales seguem bloqueando de estradas da Bolívia para evitar a provável prisão de Morales, investigado pelo suposto abuso de uma menor durante seu mandato em 2015.
O atual presidente Luis Arce segue tentando impendir os bloqueios. O suposto ataque corre o risco de gerar mais agitação, já que os bolivianos já enfrentam uma crise econômica.
CONFLITO
No sabado (26), o ex-presidente da Bolívia afirmou que os bloqueios promovidos por seus simpatizantes em diversas vias do país vão continuar. Já são quase duas semanas de mobilizações, com enfrentamentos entre policiais e camponeses que deixaram mais de dez feridos.
“O povo são e honesto não se vende, nem se rende. A luta [bloqueios e protestos] vai continuar, o povo não se rende”, disse Morales à rádio Kawsachun Coca.
“Lucho [o presidente Luis Arce] deve respeitar o povo e resolver os problemas econômicos que o povo boliviano tanto está sofrendo neste momento”, indicou o ex-presidente, que governou a Bolivia entre 2006 e 2019.
Os enfrentamentos entre policiais e camponeses pró-Morales durante a tentativa de desbloqueio de vias deixaram 14 agentes feridos e 44 civis detidos.
Os choques mais violentos ocorreram em Parotani, um setor no meio da rota que liga Cochabamba a La Paz, a sede de governo.


