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F1: Hamilton vence na Arábia e alcança Verstappen no Mundial

O inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, venceu um adversário que numa corrida maluca como o Grande Prêmio da Arábia Saudita neste domingo (05), no circuito de Jeddah, seria comparado ao Dick Viagarista, personagem do desenho animado que joga sujo para vencer a disputa e, como sempre, acaba perdendo.

Max Verstappen (Red Bull), segundo colocado na prova, fez o que vem fazendo nas últimas provas, se lançando ou jogando o carro contra Hamilton para impedir ultrapassagens quando o seu adversário já está com mais de meio carro na frente ou com a vantagem na curva.

Hoje não foi diferente. Quando as luzes se apagaram, Hamilton largou bem e Bottas conseguiu segurar Verstappen, mantendo as posições iniciais da corrida. Após cinco voltas, o heptacampeão já tinha um segundo e meio de vantagem para o finlandês, que não sofreu pressão do holandês até ali.

Na décima volta, Mick Schumacher bateu forte com a Haas – no mesmo lugar em que Leclerc bateu no segundo treino livre de sexta-feira – e obrigou a entrada do safety car na pista. Verstappen foi um dos poucos a não parar com a bandeira amarela e virou líder. 

Na volta 14, com o carro da alemão retirado, a bandeira vermelha foi acionada pela organização para consertar a barreira de proteção e paralisou a prova, o que favoreceu o holandês, que aproveitou para trocar os pneus sem perder a ponta. Estratégia arriscada – e acertada da Red Bull.  

Hamilton largou bem e passou Verstappen, que atrás retardou a freada e recuperou a posição de maneira irregular usando a área de escape. A manobra perigosa do holandês fez o inglês tirar o pé para evitar um acidente e ele foi ultrapassado por Esteban Ocon (Alpine) antes de uma nova bandeira vermelha ser acionada, agora por causa de acidentes com Sergio Pérez (Red Bull), Nikita Mazepin (Haas) e George Russell (Williams). 

Mais 30 minutos de interrupção. A direção de prova confirmou a ultrapassagem irregular de Verstappen e ele devolveu a posição para Hamilton. Ocon relargou em primeiro, seguido pelo heptacampeão e o holandês. 

O holandês conseguiu achar uma brecha na terceira largada da corrida, colocou por dentro e deixou Hamilton e Ocon para trás. Na volta 18, o inglês passou o francês e assumiu o segundo lugar, mas não conseguiu pressionar Verstappen num primeiro momento. O top 5 ainda tinha Ricciardo em quarto e Bottas em quinto. Na volta 24, Yuki Tsunoda (AlphaTauri) também perdeu o controle, mas a bandeira desta vez foi só amarela, com virtual safety car. 

Na volta 36, Hamilton tentou ultrapassar Verstappen, mas mais uma vez o holandês forçou e Hamilton teve que evitar a batida. Na volta seguinte, o piloto da Red Bull freou seu carro no meio da reta quando Hamilton estava no seu vácuo e a Mercedes acertou a traseira da Red Bull – aparentemente para devolver a posição ao rival, o que gerou polêmica porque não houve uma comunicação e tampouco o holandês abriu para a passagem do inglês.  

Praticamente após parar o seu carro, que ainda ficou com o bico dianteiro quebrado, na volta 42, Hamilton ficou irado e partiu para o ataque mesmo com o carro com problemas na aerodinâmica foi para o ataque de novo, chegou a passar o holandês, mas levou o troco.

Na volta seguinte, a organização informou que Verstappen levaria cinco segundos de punição por ter ganhado vantagem ao sair da pista na disputa anterior com o inglês. Alheio à punição, o heptacampeão enfim passou o holandês na volta 44 e cruzou a linha de chegada em primeiro. Na última volta, Bottas passou Ocon e fechou o pódio em terceiro. 

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