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Lenda do automobilismo mundial, Frank Williams morreu neste domingo (28), aos 79 anos. Fundador da Williams, uma das maiores escuderias da Fórmula 1, o inglês chegou a ser mecânico e piloto antes de criar sua própria equipe e se tornar um dos mais importantes nomes da história da modalidade.
Entre 1980 e 1997, foram nove títulos de construtores (1980, 1981, 1986, 1987, 1992, 1993, 1994, 1996, 1997), além de sete de pilotos: 1980 (Alan Jones), 1982 (Keke Rosberg), 1987 (Nelson Piquet), 1992 (Nigel Mansell), 1993 (Alain Prost), 1996 (Damon Hill) e 1997 (Jacques Villeneuve). Foram 313 pódios, 114 deles no lugar mais alto. A morte foi anunciada nas redes sociais da escuderia:
A causa da morte não foi divulgada pela família. No fim do ano passado, o dirigente ficou internado em um hospital por uma semana e recebeu alta na véspera de Natal. Mais uma vez, o motivo da internação não foi revelado pela família Williams.
Seis pilotos brasileiros passaram pela Williams, fundada em 1977: Nelson Piquet (1986-1987), que foi campeão pela escuderia em 1987; Ayrton Senna (1994), que morreu em 1994 dirigindo uma Williams no GP de San Marino; Antonio Pizzonia (2004-2005); Rubens Barrichello (2010-2011); Bruno Senna (2012); e Felipe Massa (2014-2017).
Antes mesmo de se tornar definitivamente construtor, Frank Williams trabalhou com José Carlos Pace, em 1972. Em 1986, Frank sofreu um acidente de carro grave, na estrada, na França, após um teste com Nelson Piquet, que no ano seguinte seria o terceiro piloto campeão da escuderia. Mesmo numa cadeira de rodas, seguiu no comando da equipe e batendo ponto nos boxes em toda corrida até 2012, quando foi substituído por sua filha Claire – que por sua vez saiu do time em 2020 após a venda para o grupo de investimentos Dorilton Capital.
Em 2019, o dirigente fez sua última aparição num GP, na Inglaterra, quando pegou uma carona com Lewis Hamilton. Sua história foi tão importante que ele ganhou o título de Sir Francis Owen Garbatt Williams, Cavaleiro da Coroa Britânica, da rainha Elizabeth II.
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Nascido em 1942, Frank Williams chegou a ser piloto, mas virou um dos grandes nomes do automobilismo como dirigente. Em 1966, criou a Frank Williams Racing Cars, que chegou à F1 em 1969. Mas o projeto sofreu um enorme baque com a morte do piloto Piers Courage, no ano seguinte.
A retomada foi com a Williams Grand Prix Engineering, em 1977. Dois anos depois, veio a primeira vitória em uma prova, com Clay Ragazzoni, no Grande Prêmio da Inglaterra, em Silverstone, confirmando a força de uma equipe que vinha crescendo rapidamente. A Williams confirmaria a condição de nova sensação da Fórmula 1 com quatro vitórias de Alan Jones nas seis provas finais da temporada, mas o título ficou com Jody Scheckter, da Ferrari, que também ganhou o mundial de construtores.
O ano seguinte, no entanto, foi todinho da Williams e de Alan Jones. Nas décadas de 1980 e 1990, a escuderia protagonizou um duelo, ano a ano, pódio a pódio, com a McLaren. Nos anos 2000, a equipe entrou em decadência. Em 2020, contou com o inglês George Russell e o canadense Nicholas Latifi e não marcou pontos. Acabou sendo vendida, encerrando a bela e vitoriosa história de Sir Frank Williams na Fórmula 1.


