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FGV: Gilmar ameaça investigar juízes e delegados da operação

Após suspender investigações sobre fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção na instituição, Gilmar Mendes manda polícia devolver computadores, telefones e dinheiro apreendido pela polícia “imediatamente”

Fotos do escritório da Fundação Getulio Vargas | Glassdoor

Um dia após suspender as investigações sobre fraudes e corrupção na Fundação Getúlio Vargas, Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a “imediata” devolução dos bens – celulares, dinheiro e computadores – apreendidos aos diretores da instituição, neste domingo (20).

Ele ainda criticou a atuação da polícia e ameaça investigar as condutas dos juízes e delegados da operação que levantou um esquema milionário de lavagem de dinheiro, fraude e corrupção na Fundação.

Mendes pede ao diretor-geral da PF que faça a “Superintendência da Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro cumprir a Decisão Monocrática lavrada na data de ontem, sem prejuízo de apuração da responsabilidade penal e administrativa das autoridades recalcitrantes” – se refere a uma investigação de agentes federais que se negaram a devolver o material apreendido.

Em outro ponto da decisão, Mendes disse que percebeu com “perplexidade que a Polícia Federal do Rio de Janeiro deflagrou inusitado incidente na execução de um mandado judicial”.

Além disso, ele questionou o uso da delação do ex-governador Sérgio Cabral e as provas para embasar a operação contra integrantes da família Simonsen.

Ontem, Mendes determinou a suspensão das investigações contra os diretores da FGV. Segundo ele, não cabe à Justiça Federal apurar o caso de corrupção e fraude, mas sim a Justiça Estadual do Rio de Janeiro.

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