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Fux será relator da ação de perícia em celular do advogado de Adélio

O aparelho e outros equipamentos do advogado Zanone Manoel de Oliveira foram apreendidos em seu escritório em uma operação da PF em dezembro de 2018

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, será o relator da ação que discute se a Polícia Federal (PF) poderá periciar o telefone celular do advogado de Adélio Bispo de Oliveira, que esfaqueou o então candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, em setembro de 2018.

Uma eventual autorização para a perícia no aparelho pode reabrir as investigações sobre o atentado sofrido por Bolsonaro. Até o momento, porém, Fux, que será o próximo presidente do STF, não emitiu nenhum despacho.

O celular e outros aparelhos do advogado Zanone Manoel de Oliveira foram apreendidos em seu escritório em uma operação da PF em dezembro de 2018.

A PF chegou a pedir autorização para acessar o celular de Zanone Manoel de Oliveira Júnior, o que foi negado por decisão liminar. O acesso ao aparelho pode desvendar o nome da pessoa que contratou os seviços de Zanone para defender Adélio, um dia após a facada.

Em dois inquéritos, a PF concluiu que Adélio agiu sozinho e que não houve mandante para o crime. A segunda investigação foi arquivada na terça-feira 16 pelo juiz que cuida do caso, Bruno Savino, da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora (MG).

Adélio, ex-militante do Psol, foi absolvido por ter sido considerado inimputável e está preso na penitenciária federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde cumpre mandado de segurança.

Saiba mais

O criminalista Zanone Manuel de Oliveira Junior, foi o coordenador da defesa de Adélio Bispo. Ele afirmou para a Polícia Federal que, logo após o atentado contra Bolsonaro, foi procurado por um desconhecido para atuar no caso.

Em depoimento, Zanone contou que se reuniu com o desconhecido em seu escritório em Belo Horizonte, na manhã seguinte ao atentado, em 7 de setembro. Naquele encontro, o advogado disse que cobrava, em média, 150 mil reais em honorários. Mas o contratante achou o valor alto e conseguiu um desconto fechando em 25 mil reais.

Esse desconhecido nunca foi identificado pela polícia. Ele desapareceu após pagar apenas 5 mil reais dos 25 mil acordados com o advogado.

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