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Garantido alega problemas financeiros e ameaça não participar do Festival de Parintins

Governo do Amazonas divulga nota garantindo a realização do evento e cobra compromisso da agremiação que recebeu R$ 5 milhões para colocar o boi no Bumbódromo

O presidente do boi Bumbá Garantido, Antônio Andrade Barbosa, enviou ofício ao secretário de Cultura do Amazonas, Marcos Apolo, informando, nesta segunda-feira (19), que não participará do Festival Folclórico de Parintins este ano devido problemas financeiros e que, entre se apresentar no Bumbódromo e pagar os trabalhadores da agremiação, optou por ficar de fora do evento realizado nos próximos dias 30 de junho e 1 e 2 de julho.

Em nota, o Governo do Amazonas, respondeu ao ofício assegurando a realização do festival “como manda a tradição” e disse: “considerar inimaginável a participação do Garantido por supostos problemas financeiros como alegou a atual diretoria em carta encaminhada a Secretaria de Cultura”.

Barbosa alega dificuldades financeiras que, segundo ele, exigem ações imediatas. No ofício, ele pede ajuda do governo estadual para resolver os problemas de caixa e assim poder participar do festival.

Por outro lado, Estado afirma que cumpriu todos os acordos firmados para a realização da festa. Informa ainda, que repassou R$ 10 milhões para os bois Garantido e Caprichoso, além do apoio logístico e estrutural.

O governo amazonense diz que “espera que as Associações Folclóricas também cumpram sua parte, colocando os bois na arena e fazendo a festa acontecer”, informa o comunicado.

E reafirma acrescentando que o Festival Folclórico de Parintins é patrimônio cultural brasileiro e pertence ao povo do Amazonas. “O Festival representa o fortalecimento da economia local, geração de emprego e renda para a população de Parintins, e o Governo do Amazonas não vai admitir que nenhuma intercorrência impeça a realização do Espetáculo do Povo da Floresta”, finaliza a nota.

O documento do Garantido é dramático e chega a citar o risco de colapso, calamidade e até morte. “Diante do cenário e dessas alternativas, fomos obrigados a seguir pela segunda opção, ou seja, pagar todos os funcionários do Bumbá. Isso implica a ausência de condições de nos apresentarmos nas três noites do Festival”, escreveu o presidente da agremiação folclórica. Leia o documento na íntegra:

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