Operações ao longo de 2025 destruíram dragas e balsas, bloquearam milhões e expuseram crimes ambientais e violações de direitos humanos.

Ao longo do ano de 2025, ações da Polícia Federal voltadas ao combate ao garimpo ilegal e à venda clandestina de ouro no Amazonas levaram à destruição de mais de 375 dragas, balsas e outros equipamentos empregados na atividade dos garimpeiros. Somente nas operações em que houve divulgação oficial de valores, os danos financeiros impostos às estruturas do garimpo chegam a R$ 1,408 bilhão.
Os trabalhos contaram com o apoio integrado de entidades como as Forças Armadas, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Não há informação oficial sobre a quantidade total de operações realizadas. As investidas ocorreram em rios sob jurisdição federal, áreas protegidas e terras indígenas, inclusive regiões com presença de povos isolados, e buscaram enfraquecer de maneira permanente o garimpo ilegal, atingindo a base econômica e o fluxo financeiro das organizações.
As ações também miraram o rastro financeiro do ouro extraído de forma ilegal. A Polícia Federal cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão e determinou o bloqueio de mais de R$ 74 milhões em bens e valores, alcançando organizações articuladas para a extração, comercialização do minério e lavagem de dinheiro.
Segundo a Polícia Federal, as investigações expuseram ainda um cenário de graves violações. Em meio às operações, trabalhadores foram retirados de situações semelhantes à escravidão, reforçando que o garimpo ilegal vai além dos danos ambientais e está associado também à exploração de pessoas, esquemas de lavagem de dinheiro e à apropriação indevida de bens da União.


